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Venezuela rejeita "intromissão" de Trump após pedido de libertação de dirigente da oposição

© Christian Veron / Reuters

A Venezuela rejeitou na quarta-feira a "intromissão" do Presidente dos Estados Unidos, após Donald Trump ter pedido a libertação "imediata" de Leopoldo López, dirigente da oposição venezuelana, preso desde 2014 e condenado a quase 14 anos de cadeia.

"A República Bolivariana da Venezuela rejeita a intromissão e agressão do Presidente dos Estados Unidos que pretende dar ordens na nossa Pátria", escreveu, na sua conta na rede social Twiiter, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Delcy Rodríguez.

A chefe da diplomacia venezuelana considerou "lamentável" que supostos "lobbies" e "máfias" de Miami, "em cumplicidade com a oposição violenta venezuelana", tenham imposto ao Presidente dos Estados Unidos políticas contra a chamada revolução bolivariana.

"Enquanto o Presidente Nicolás Maduro propunha iniciar uma nova era de relações de respeito, Trump solidariza-se com o líder de atos violentos", disse Delcy Rodríguez, após qualificar Leopoldo López como "cabecilha de ações sangrentas e inscontitucionais".

Donald Trump recebeu na quarta-feira na Casa Branca Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, e pediu a libertação do dirigente da oposição, condenado a quase 14 anos de prisão depois de ter incitado à violência durante as manifestações de 2014 no país.

"A Venezuela deverá permitir que Leopoldo López, um prisioneiro político e marido de Lilian Tintori, saia da prisão imediatamente", afirmou Donald Trump, numa mensagem na rede social Twitter, acompanhada de uma fotografia sua com a mulher do dirigente da oposição venezuelana.

Leopoldo López é fundador da Vontade Popular, um dos partidos que se opõe ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Lusa

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