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Presidente da Coreia do Sul destituída. Dois mortos em protestos

Presidente da Coreia do Sul destituída. Dois mortos em protestos

Pelo menos duas pessoas morreram na Coreia do Sul na sequência de protestos violentos por causa da destituição da Presidente. Park Guen-hye é suspeita num caso de corrupção e tráfico de influências.

Última atualização às 10:28

Milhares de apoiantes da chefe de Estado saíram à rua, depois do veredito desta manhã do Tribunal Constitucional. Os protestos tornaram-se mais violentos entre manifestantes e polícia, precisamente junto ao edifício do tribunal.

Sabe-se que uma das vítimas seria um homem de 70 anos apoiante da Presidente destituída que morreu depois de cair de cima de um autocarro da polícia.

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul ratificou hoje por unanimidade a destituição da Presidente, Park Geun-hye, que o Ministério Público considera suspeita num caso de corrupção e tráfico de influências que envolve uma amiga.

Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias.

Os deputados da Coreia do Sul aprovaram, a 9 de dezembro, a destituição da Presidente do país, Park Geun-hye, mas a decisão tinha de ser ratificada pelo Tribunal Constitucional para ser definitiva.

O escândalo "Choi Soon-sil Gate" reduziu a taxa de aprovação da Presidente a 5%, o valor mais baixo alguma vez alcançado por um chefe de Estado na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.

Uma equipa independente de procuradores tornou públicas esta semana as suas conclusões da investigação de mais de três meses sobre o caso de corrupção que envolve a amiga Choi Soon-sil e na qual se volta a referir a Presidente como suspeita de vários crimes.

Os investigadores consideram que Park e Choi se puseram de acordo para pressionar a Samsung e outros grandes conglomerados empresariais sul-coreanos para que fizessem doações a organizações relacionadas com a amiga da chefe de Estado, em troca de um tratamento favorável das autoridades. A investigação conclui também que a Presidente estava a par da criação de uma lista negra de quase 10.000 artistas e profissionais do mundo da cultura críticos do Governo, concebida com o objetivo de cortar as sus vias de financiamento público e privado

Com Lusa

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