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Pelo menos cinco mortos e 12 feridos em dois atentados na capital da Somália

Um dos atentados ocorreu perto do hotel Weheliye

© Feisal Omar / Reuters (ARQUIVO)

Pelo menos cinco pessoas morreram e 12 ficaram feridas hoje em dois atentados com carros armadilhados em Mogadíscio, a capital da Somália, informaram uma fonte policial e testemunhas, citadas pela agência France Presse.

No entanto, o balanço dos dois atentados, perto de um hotel e num controlo rodoviário militar, é de pelo menos oito mortos e 15 feridos, segundo fontes policiais referidas pela agência noticiosa espanhola EFE.


O responsável da polícia Ise Gure Mohamed, citado pela AFP, declarou que "mais de cinco pessoas foram confirmadas mortas até ao momento e numerosas outras ficaram feridas na explosão de um carro perto do hotel Weheliye".


A explosão aconteceu numa via muito frequentada que conduz ao palácio presidencial.


"Vi os corpos de sete pessoas, mas o balanço pode ser mais elevado. Algumas pessoas ficaram gravemente feridas num salão de chá próximo da estrada onde o veículo explodiu", indicou uma testemunha, Muhidin Ali.


Abdirahman Mohamed, uma outra testemunha, afirmou ter contado 10 corpos.
Segundo os serviços de ambulância da cidade, pelo menos oito pessoas ficaram feridas.
O grupo extremista islâmico Al-Shabab reivindicou o atentado contra o hotel, que, segundo ele, abrigava "oficiais e apóstatas".


Um pouco antes, tinha ocorrido uma outra explosão no leste de Mogadíscio num controlo rodoviário militar, quando soldados fizeram parar um miniautocarro suspeito. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas neste atentado, indicou a AFP.


"Estamos chocados com as explosões que visam prejudicar a população", reagiu o novo primeiro-ministro somali, Hassan Ali Khaire. "Prometo que nos vamos opor aos elementos sedentos de sague com mão de ferro", adiantou.


O Al-Shabab foi afastado de Mogadíscio em agosto de 2011 pela força da União Africana na Somália (AMISOM), destacada em 2007 para apoiar o frágil governo somali e com 22.000 homens.


O grupo terrorista também perdeu a maioria dos seus bastiões, mas continua a controlar vastas zonas rurais no país e realiza operações de guerrilha e atentados suicidas, frequentemente na capital.

Lusa

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