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Investigação sobre desaparecimento de empresário português em Moçambique vai continuar

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique disse esta quarta-feira no Parlamento que estão em curso diligências para esclarecer o desaparecimento de um empresário português no centro do país, em junho do ano passado.

"Decorrem diligências investigativas pertinentes para o esclarecimento do caso", declarou Isac Chande, em resposta a uma pergunta da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, sobre o ponto de situação do desaparecimento de Américo Sebastião, ocorrido em 29 de junho de 2016.

As autoridades portuguesas, afirmou Chande, foram em várias ocasiões informadas sobre as diligências em curso.

"Em relação ao mesmo assunto, importa referir que houve interpelação das autoridades portuguesas, tendo o Governo da República de Moçambique, em diferentes momentos, partilhado as informações de que dispõe sobre o caso", disse o ministro.

Isac Chande afirmou que Américo Sebastião foi levado na manhã de 29 de junho de 2016 para lugar incerto por desconhecidos que se faziam transportar numa viatura, em Nhamapadza, distrito de Marínguè, província de Sofala, centro de Moçambique.

De acordo com Chande, Américo Sebastião foi raptado quando se encontrava numa estação de serviços a comprar combustível e trazia com ele farinha de milho e uma avultada soma de dinheiro, aparentemente para pagar ordenados aos seus trabalhadores.

"Devido à relevância do caso e às dificuldades de efetuar diligências na região por ser palco de instabilidade político-militar, o digníssimo magistrado do Ministério Público local ordenou a remessa dos autos à Direção Provincial de Investigação Criminal de Sofala, para procedimentos subsequentes", indicou Isac Chande.

Em março, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que as autoridades portuguesas estavam "muito preocupadas" com a falta de informação sobre a localização do cidadão português.

Américo Sebastião desapareceu numa zona de forte presença das Forças de Defesa e Segurança, envolvidas em confrontos com o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

Na semana passada, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou a retirada das Forças de Defesa e Segurança moçambicanas de Gorongosa, centro do país.

O chefe de Estado e Afonso Dhlakama têm feito declarações públicas em que se mostram confiantes num anúncio de paz efetiva após o período de tréguas declarado pelo líder da Renamo e que termina na quinta-feira.

Lusa

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