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Comissão dos Serviços Secretos do Senado dos EUA convidam Comey a testemunhar

Kevin Lamarqu/ Reuters

Os líderes da Comissão de Serviços Secretos do Senado dos Estados Unidos convidaram esta quarta-feira o ex-diretor do FBI James Comey a testemunhar sobre a investigação que dirigia para determinar se houve influência da Rússia nas eleições presidenciais.

O presidente da Comissão, o senador republicano Richard Burr, e o vice-presidente da mesma comissão, o democrata Mark Warner, anunciaram em comunicado que enviaram um novo convite por carta a Comey, uma vez que o antigo responsável já tinha declinado um convite anterior.

Comey disse que queria testemunhar em público e não à porta fechada, como propunha a comissão.

O novo pedido da Comissão acontece um dia depois de o diário The New York Times ter revelado a existência de um memorando que demonstra, pela primeira vez, que o Presidente Donald Trump moveu esforços "claros" para obstruir a investigação que o FBI abriu acerca das alegadas ligações entre elementos da sua campanha eleitoral e o Kremlin.

Segundo as novas informações, Trump pediu em fevereiro passado ao então diretor do FBI, James Comey, que pusesse fim a essa investigação relacionada na altura com o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn, que teve de sair de funções após terem sido provadas as suas ligações ao governo russo.

A Casa Branca negou as informações avançadas pelo diário e assegurou que Trump "nunca pediu a Comey, nem a ninguém, que parasse a investigação" sobre Flynn, nem qualquer outra investigação.

Na semana passada, Comey foi demitido de surpresa por Trump.

A princípio, a justificação da Casa Branca para esse afastamento foi a de que Comey se tinha portado mal nas investigações à candidata democrata (que Trump derrotou nas eleições de novembro, Hillary Clinton) por esta ter enviado correios eletrónicos a partir de um servidor privado.

Pouco depois, no entanto, Trump disse que afastou Comey por considerar que o FBI estava em "descontrolo" desde há algum tempo.

Dias depois, em entrevista à NBC, Trump admitiu, finalmente, que quando decidiu despedir Comey estava a pensar na investigação às suas ligações com a Rússia, que atribuiu a uma vingança dos Democratas por terem perdido as eleições.

Até ao momento Comey não respondeu ao segundo convite para testemunhar na Comissão de Serviços Secretos do Senado.

Os líderes da Comissão também escreveram hoje ao diretor interino do FBI, Andrew McCabe, para pedir-lhe "qualquer nota" dos memorandos que alegadamente Comey escreveu para documentar cada uma das suas conversações telefónicas e encontros em pessoa com Trump, noticiou o The New York Times.

Num desses documentos Comey registou as alegadas pressões de Trump para acabar com a investigação a Flynn.

Na mesma reunião, Trump terá dito ao líder do FBI que os jornalistas que divulgam informações secretas deveriam ser presos.

Lusa

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