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Lançada primeira ligação ferry entre a Rússia e a Coreia do Norte

Andy Clark

A primeira ligação marítima em ferry entre a Rússia e a Coreia do Norte, destinada a atrair turistas chineses, foi lançada por uma empresa russa esta quinta-feira, quando as relações de Pyongyang e o ocidente se encontram particularmente tensas.

A Man Gyong Bong efetuará uma vez por semana uma viagem de ida e volta entre Vladivostok, no extremo oriente russo, e o porto norte-coreano de Rajin, também chamado Rason.

A cadeia russa de televisão Rossia 24 difundiu as imagens de um navio no porto de Vladivostok esta manhã, indicando que a aproximação de curiosos havia sido impedida por causa de um saco suspeito abandonado.

Os passageiros potenciais da ligação incluem "trabalhadores norte-coreanos a trabalhar na Rússia e turistas do Norte da China a quem falta o mar", afirmou à agência France-Presse o diretor da empresa InvestStroiTrest, Vladimir Baranov.

De acordo com o gestor russo, 60 turistas chineses já fizeram reservas de lugares para a próxima viagem do navio, que tem uma capacidade de cerca de 200 lugares e dispõe de 40 camarotes, assim como de bares e uma sala de karaoke.

O navio "transportará ainda mercadorias, porque a situação atual é terrível do ponto de vista logístico: o transporte de mercadorias entre Vladivostok e Rajin demora 22 dias", acrescentou Baranov.

A viagem do ferry demorará cerca de nove horas. De acordo com Vladimir Baranov, a ligação marítima suscitou também o interesse das agências de turismo russas, que nela veem potencial de negócio.

Interrogado sobre o acesso de viajantes russos a um país tão fechado, Baranov explicou que se trata de "uma zona económica e comercial, portanto não é necessário visa, simplesmente um convite que as agências de turismo podem fornecer".

Esta ligação é lançada em pleno pico de tensão nas relações entre a Coreia do Norte e o ocidente por causa do programa nuclear militar de Pyongyang.

Na passada segunda-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, considerou "contraprodutivo e perigoso um novo lançamento na véspera de um míssil norte-coreano, mas apelou também ao fim da "intimidação da Coreia do Norte", em benefício de uma solução pacífica.

Lusa

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