sicnot

Perfil

Mundo

Refugiado sarauí constrói casas com garrafas de plástico

ACNUR

Num campo de refugiados no Saara Ocidental, um mestre em Eficiência Energética está a utilizar garrafas de plástico usadas para construir casas. Ele próprio refugiado, tenta deste modo fortalecer as habitações para que consigam passar pelas alterações climáticas.

A história de Tateh Lehbib Breica foi dada a conhecer pelo ACNUR, o Alto Comissariado das Nações Unidos para os Refugiados, num vídeo publicado na página do Facebook, onde foi apresentada a concepção e desenvolvimento destas casas.

"Perguntei-me a mim mesmo "O que posso fazer com estas garrafas?", disse Breica, numa entrevista publicada no site oficial da ACNUR.

A primeira ideia foi construir apenas uma casa sustentável para a sua avó, usando as garrafas de plástico para o teto. Contudo, quando o homem de 27 anos terminou essa casa, a sua ideia foi selecionada pela organização para ser financiada.

Tateh Lehbib Breica nasceu e foi criado no campo de refugiados de Awserd, no Saara Ocidental, estudou na Universidade de Argel com uma bolsa de estudos e, mais tarde, tirou um mestrado numa universidade em Espanha. Durante os estudos, Breica viu um documentário sobre construções com garrafas de águas. Foi daí que veio a ideia, que mais tarde se tornou bastante útil para os refugiados do Saara.

Hoje em dia, o clima do deserto em Tindouf - que inclui tempestades, fortes chuvas e temperaturas até aos 45 graus - danifica muitas vezes as casas de refugiados, que normalmente são tendas ou feitas de tijolos de barro. Uma tempestade em 2015, por exemplo, destruiu milhares de casas naquela área.

Aqui entra a ideia de Tateh Lehbib Breica. As casas feitas a partir de garrafas de plástico apresentam uma estrutura que irá durar mais tempo perante a chuva forte. A forma circular também as faz serem aerodinâmicas, o que ajuda durante as tempestades de areia.

Desde 2016, o engenheiro tem estado a trabalhar em conjunto com o ACNUR e, até ao momento, já foram construídas 25 casas entre os cinco campos de refugiados sarauí na área.

ACNUR

Breica usa cerca de seis mil garrafas de plástico em cada casa. As garrafas são encontradas e recolhidas pelos campos de refugiados e a vizinhança.

Cada recipiente é cheio com areia e palha, e depois tapado com cimento e calcário. As casas não só ajudam a resolver o problema do tempo complicado, mas também resolvem outro problema: o desperdício do plástico.

Em reconhecimento do seu trabalho, Breixa recebeu o prémio de Personalidade do ano 2016, de uma revista local. Já no campo de refugiados, passou a ser conhecido como o "Maluco por garrafas".

"As pessoas vêm-me como o homem obcecado por garrafas de plástico e que constrói casas estranhas."

  • PS vai continuar a procurar entendimentos à esquerda
    1:38
  • 22 mortos devido a gripe H1N1 no Equador

    Mundo

    Uma epidemia de gripe H1N1 provocou a morte de 22 pessoas no Equador, onde estão diagnosticados perto de 500 casos, anunciou esta segunda-feira o vice-ministro da Saúde, Carlos Duran.

  • Papa pede perdão a vítimas de abusos por ter usado expressão "menos feliz"
    1:21

    Mundo

    No final da visita à América Latina, já no avião de regresso a Roma, o Papa Francisco pediu desculpa às vítimas de abusos sexuais no Chile. O líder da Igreja católica considerou que utilzou uma expressão menos "feliz" quando saiu em defesa do bispo Juan Barros, exigindo "provas" a quem o acusa de não ter agido.

  • Os três pontos de Ronaldo
    1:16
  • Decifrado pergaminho encontrado há 50 anos

    Mundo

    Investigadores israelitas reconstituíram e decifraram um dos dois manuscritos de pergaminhos do Mar Morto que nunca tinham sido interpretados desde que foram descobertos há meio século, anunciou a universidade israelita de Haifa.

  • Refeição de 1.100 euros em Veneza

    Mundo

    O centro de Veneza oferece os mais variados restaurantes. Com menu obrigatório, sem menu, com taxas, sem taxas, sentando ou em pé. Depois há aqueles restaurantes que cobram 1.100 euros por cinco pratos acompanhados por água. O caso aconteceu com quatro turistas japoneses, que depois de pagarem a conta, apresentaram queixa às autoridades. O presidente da Câmara da cidade italiana já disse que ia investigar a situação e, caso se confirmasse, prometeu que iria castigar os responsáveis.

    SIC