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Nova operação policial na JBS

Paulo Whitaker

A polícia brasileira tem esta sexta-feira em curso uma operação para investigar se a empresa JBS usou informações privilegiadas para obter vantagens financeiras antes da divulgação de denúncias sobre um esquema de corrupção que envolve o Presidente Michel Temer.

As autoridades policiais querem conferir se os donos da JBS, Joesley Batista e Wesley Batista, beneficiaram de vantagens indevidas ao comprar e vender dólares e ações do grupo dias antes do conteúdo de um acordo judicial que firmaram com os investigadores da Operação Lava Jato ser divulgado na imprensa.

Quando o conteúdo do acordo foi tornado público, as ações da JBS caíram mais de 10% e o dólar disparou face à moeda brasileira porque as denúncias envolviam o Presidente, fato que deixou os investidores em pânico e agravou a instabilidade política do Brasil.

Em nota, a polícia federal explicou que "a investigação apura a venda de ações de emissão da JBS na bolsa de valores, por sua controladora, a empresa FB Participações S/A, no final do mês de abril, em período concomitante ao programa de recompra de ações da empresa, reiniciado em fevereiro de 2017".

Também está a ser investigada a compra de contratos futuros de dólar na bolsa de valores e a termo de dólar no mercado de balcão, entre o final de abril e meados de maio deste ano.

Na véspera do acordo ser publicado na imprensa, a JBS comprou grande quantidade de dólares.

"Há indícios de que essas operações ocorreram com o uso de informações privilegiadas, gerando vantagens indevidas no mercado de capitais num contexto em que quase todos os investidores tiveram prejuízos financeiros", destacou a polícia federal.

Segundo as mesmas autoridades, os investigados poderão ser responsabilizados pela prática de atos ilícitos contra o mercado de capitais, em crimes cujas penas variam de um a cinco anos de cadeia e pagamento de multa até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

Durante a manhã, a polícia federal cumpriu três mandados de busca e apreensão nas empresas do grupo JBS S/A e quatro mandados de condução coerciva expedidos pela 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A operação foi coordenada com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) órgão regulador do sistema financeiro do Brasil, que instaurou cinco processos administrativos contra a JBS relativos a estes factos.

Lusa

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