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Donald Trump usa Twitter para contestar alargamento de investigações da Rússia

Olivier Douliery / POOL

O presidente norte-americano, Donald Trump, está a usar o Twitter para contestar relatórios sobre o alargamento das investigações à Rússia que visam determinar se praticou obstrução à justiça.

Num comentário colocado hoje cedo no Twitter, Donald Trump escreve: "Eles inventaram uma falsa história de conluio com os russos, encontraram zero provas, então optam por me acusar de obstrução de justiça da história falsa. Bonito.”

O Washington Post noticiou, na noite de quarta-feira, que o Donald Trump está a ser investigado por eventual obstrução à justiça.

A investigação está a ser feita pelo procurador especial que lidera o inquérito sobre a possível ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, em 2016, Robert Mueller.

Este procurador tinha sido nomeado para o caso russo depois da demissão, em maio, do então diretor do FBI, polícia federal, James Comey.

O procurador independente Robert Mueller está a interrogar os chefes dos serviços de informações para determinar se Trump tentou travar ou bloquear o inquérito que até agora incidia sobre aquela interferência, assim como sobre um possível conluio entre os próximos de Trump e os dirigentes russos, segundo o Washington Post, que cita fontes anónimas.

Os funcionários em causa são Dan Coats, diretor da inteligência nacional, Michael Rogers, chefe da Agência Nacional de Segurança, e Richard Ledgett, o ex-vice-diretor da Agência Nacional de Segurança.

Este alargamento da investigação é um "ponto de viragem", sublinha o Washington Post, que acrescenta eventuais delitos financeiros, entre os colaboradores do milionário norte-americano, como alvo dos investigadores.

Trump tinha-se congratulado na semana passada pelas declarações de Comey, que afirmou que o Presidente norte-americano não estava a ser objeto de inquérito pelo FBI no quadro da questão russa, enquanto esteve a dirigir a polícia federal.

Mas, ainda segundo as fontes da publicação, a situação mudou "rapidamente depois da demissão de Comey", em 9 de maio.

Robert Mueller foi nomeado procurador especial para este assunto para garantir a independência do inquérito na semana seguinte, em 17 de maio.

Lusa