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Gorbatchev saúda "personalidade excecional" de Helmut Kohl

Gorbatchev tem aparecido fatigado nas últimas intervenções públicas. A imprensa russa já avançou que sofre de diabetes.

© Michaela Rehle / Reuters

O último dirigente da União Soviética, Mikhail Gorbatchev, prestou homenagem ao antigo chanceler alemão Helmut Kohl, que morreu esta sexta-feira, classificando-o como "uma personalidade excecional" que deu provas de "um profundo interesse pela Rússia".

"Era, sem dúvida, uma personalidade excecional que deixará a sua marca na História alemã, europeia e internacional", declarou o ex-Presidente soviético num texto publicado na sua página na Internet "Fundação Gorbatchev".

Kohl deu "provas de um profundo interesse pela Rússia" e "desaconselhou ao Ocidente qualquer atitude de desprezo em relação aos interesses da Rússia", recordou.

A 16 de julho de 1990, Helmut Kohl, então chanceler da Alemanha Ocidental, e Mikhail Gorbatchev, então Presidente da URSS, chegaram a acordo sobre uma Alemanha reunificada, soberana e livre de pertencer à NATO.

Durante "esses grandes acontecimentos não destituídos de riscos", Kohl conseguiu "ter em conta os interesses dos outros e ultrapassar a desconfiança geral para alcançar uma confiança mútua" enquanto, ao mesmo tempo, "defendia firmemente os interesses do seu país", elogiou Gorbatchev.

Helmut Kohl, muito doente e confinado a uma cadeira de rodas desde 2009, morreu esta sexta-feira aos 87 anos.

Foi o dirigente político germânico que mais tempo governou a República Federal, com quatro legislaturas, e foi o artífice da reunificação alemã, após a queda do Muro de Berlim em 1989.

Lusa

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