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UE pede ao G20 reforço da cooperação mundial face a "tempos turbulentos"

Yves Herman / Reuters

A União Europeia (UE) defendeu esta quarta-feira, e perante os atuais "tempos turbulentos", um reforço da cooperação mundial num amplo conjunto de assuntos que vão desde os direitos humanos à luta antiterrorista, passando pelas alterações climáticas.

Em vésperas de uma cimeira do G20 (grupo dos países mais industrializados do mundo e das maiores economias emergentes), agendada para sexta-feira e sábado em Hamburgo (norte da Alemanha), esta posição europeia foi defendida pelos presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, numa carta enviada aos líderes dos Estados-membros da UE.

"O papel da Europa no mundo e a nossa responsabilidade a nível internacional nestes tempos turbulentos está a crescer. Mais do que nunca, a UE tornou-se uma referência mundial" em assuntos que vão ser discutidos no encontro do G20, escreveu Tusk e Juncker na missiva endereçada aos parceiros comunitários.

Matérias como "os princípios da democracia liberal e os direitos humanos, o comércio livre e justo ou ações específicas contra desafios globais como as alterações climáticas, a pobreza, o terrorismo e a imigração ilegal", precisaram os representantes, que também pediram "uma UE forte e determinada" para enfrentar tais cenários.

Apesar das projeções económicas mundiais apontarem para um momento de crescimento, "muitos cidadãos na Europa e em outros lugares" ainda não sentiram a recuperação económica e "sentem apreensão face à globalização", realçaram os políticos europeus.

Nesse sentido, Tusk e Juncker defendem a promoção de um crescimento "forte, sustentável, equilibrado e inclusivo", avançando que no topo das prioridades europeias para a reunião do G20 vão estar "as preocupações sobre a perda de emprego e a erosão dos padrões que são atribuídos ao comércio".

Bruxelas também quer o G20 a trabalhar com os parceiros que consideram que a luta contra as alterações climáticas é "necessária para proteger o planeta" e que o Acordo de Paris, do qual os Estados Unidos (uma das nações mais poluentes do mundo) decidiram desvincular-se, serve para cumprir tal propósito e que é "bom para a economia e para o futuro do emprego".

O encontro em Hamburgo também vai servir para abordar, entre outros assuntos, o potencial da revolução digital, a luta contra a evasão fiscal e o terrorismo e as suas fontes de financiamento.

Na mesma carta, os representantes europeus focaram ainda argumentos para a promoção de "investimento, empregos e de um desenvolvimento sustentável" em África para ajudar a travar "a imigração ilegal e a radicalização".

"Os deslocados à força e a imigração continuam a estar entre os maiores desafios", referiram Tusk e Juncker, mencionando sobre esta matéria, entre outros aspetos, a promoção de um "efetivo controlo e gestão das fronteiras".

Lusa

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