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Erdogan admite fim do estado de emergência na Turquia "num futuro muito próximo"

Umit Bektas / Reuters

O estado de emergência em vigor na Turquia, desde a fracassada tentativa de golpe de Estado de julho de 2016, poderá ser levantado "num futuro muito próximo", disse esta quarta-feira o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"Os julgamentos [contra os golpistas] estão a decorrer pouco a pouco. Também percorremos uma importante etapa na luta contra o PKK [a guerrilha curda]. Por conseguinte, mesmo que se aplique num campo limitado, é possível que o estado de emergência seja levantado num futuro não muito longínquo", disse Erdogan, apesar de sublinhar que a medida não será aplicada no imediato.

Num discurso perante investidores estrangeiros na sede da União das câmaras de comércio turcas, o líder não precisou quando procederá à retirada desta medida de exceção, aplicada em 20 de julho de 2016 e desde então prorrogada a cada três meses.

"Há um ano 250 dos nossos cidadãos morreram. Queremos ser dignos deles. Os que dizem que se levante o estado de emergência, que o saibam: não vai ocorrer. Um jornalista estrangeiro perguntou-me quando durará... O estado de emergência vai durar até que este trabalho esteja completamente terminado", disse Erdogan, numa referência às purgas dos supostos simpatizantes do golpe.

Desde o início de 2017 que a polícia turca prende uma média diária de cinco pessoas, sob a acusação de manterem ligações com a confraria de Fethullah Gülen, o predicador exilado desde 1999 nos EUA e que Ancara acusa de ter instigado o golpe.

Erdogan acrescentou que os limites do estado de emergência "não serão os traçados pelo ocidente", e prometeu à população que a medida será utilizada para manter a tranquilidade no setor industrial.

"Com a autoridade que nos concedeu a nossa nação, faremos com que o mundo empresarial possa trabalhar de forma ainda mais tranquila", disse o Presidente, citado pelo diário Hürriyet.

"Existe alguma preocupação com o mundo empresarial? Quando assumimos o cargo [em 2002] também havia um estado de emergência; no entanto, em todas as fábricas havia ameaças de greve. Mas agora nós intervimos. Utilizamos o estado de emergência para isso", assegurou o chefe de Estado turco.

Lusa

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