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"Bosque da memória" recorda vítimas do voo MH17, três anos depois da tragédia

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Cada uma das 298 pessoas que morreram na queda do voo MH17 da Malaysia Airlines em julho de 2014 no leste da Ucrânia foram esta segunda-feira recordadas na Holanda durante a inauguração de um monumento dedicado à sua memória.

Três anos depois do acidente, perto de 2.000 familiares e amigos das vítimas, das quais 196 eram cidadãos holandeses, participaram na inauguração do "bosque da memória", onde foram plantadas 298 árvores, uma por cada pessoa que perdeu a vida no acidente.

Cada árvore está identificada com um nome de uma vítima. Por exemplo, uma macieira em flor será dedicada a Gary, um adolescente de 16 anos oriundo da cidade holandesa de Roterdão, cujo corpo ainda não foi recuperado.

O "bosque" fica localizado no parque de Vijfhuizen, nas imediações do aeroporto internacional Amsterdam-Schiphol, de onde descolou o aparelho em julho de 2014.

O avião de passageiros da Malaysia Airlines, um Boeing 777, foi abatido a 17 de julho de 2014 sobre o leste da Ucrânia, numa zona sob controlo dos separatistas pró-russos, matando todas as 298 pessoas (tripulantes e passageiros) que seguiam a bordo.

Segundo o relatório final da investigação preliminar liderada pelo Departamento de Segurança da Holanda, divulgado em junho de 2016, o avião que fazia a ligação entre Amesterdão (Holanda) e Kuala Lumpur (Malásia), foi abatido por um míssil terra-ar BUK, de fabrico russo, que atingiu o aparelho do lado esquerdo do cockpit.

Na cerimónia desta segunda-feira, e na presença dos reis da Holanda, Willem-Alexander e Maxima, as famílias e amigos das vítimas leram o nome de cada passageiro e de cada tripulante.

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Um grupo de 17 crianças de Vijfhuizen depositou as primeiras flores junto ao memorial. Seguindo-se os mais próximos das vítimas holandesas, mas também das vítimas que eram oriundas de países como a Austrália, Malásia, Reino Unido e Alemanha.

A bordo do avião estavam pessoas de 17 nacionalidades diferentes.

Estas "298 árvores querem manter viva a memória das vítimas", indicou a fundação das vítimas do voo MH17, num comunicado.

A fundação realçou que este "bosque verde" pretende ser "um oásis de reflexão, conforto e esperança".

Girassóis serão plantados no verão numa referência aos campos de flores ucranianos, onde foram encontradas algumas partes do aparelho.

Financiado por doações, o projeto do memorial foi desenvolvido pelo artista Ronald A. Westerhuis e pelo arquiteto paisagista Robbert de Koning. O projeto foi escolhido em novembro de 2015 por 60% dos familiares das vítimas, que tiveram que votar entre três propostas.

Segundo a descrição dos media holandeses, o memorial terá uma estrutura de aço que representa um olho a olhar para o céu. Os nomes das 298 vítimas vão estar igualmente gravados na pupila do olho de aço.

Durante a investigação conduzida pelas autoridades holandesas, uma centena de pessoas "que desempenharam um papel ativo" na queda do aparelho foram identificadas pelos investigadores.

Três anos depois, os alegados responsáveis não foram ainda detidos, mas as autoridades holandesas anunciaram no início de julho que estas pessoas serão julgadas na Holanda.

Lusa

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