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Estado de emergência na Turquia prolongado por mais três meses

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Umit Bektas

A Turquia prolongou esta segunda-feira por três meses o estado de emergência instaurado após o falhado golpe de Estado de 15 de julho de 2016, referiu a agência noticiosa pró-governamental Anadolou.

Sob proposta do Governo, o parlamento votou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência instaurado em 20 de julho de 2016, e que expirava na próxima quarta-feira, indicou a Anadolu.

A medida já foi prologada três vezes, em outubro, janeiro e abril. Esta decisão surge dois dias após a evocação do fracassado golpe e que foi assinalado na Turquia por grandes concentrações em todo o país.

No âmbito do estado de emergência, as autoridades turcas desencadearam uma perseguição implacável aos presumíveis seguidores do clérigo Fethullah Gülen, acusado por Ancara de ter congeminado o golpe de força, e que o próprio continua a negar.

Para além dos presumíveis golpistas, as purgas também atingiram os opositores pró-curdos, os 'media' críticos e diversas organizações não governamentais.

No último ano, foram detidas mais de 50 mil pessoas e mais de 130 mil foram despedidas. Kemal Kiliçdaroglu, líder do Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata e principal força da oposição), exortou o governo no sábado a levantar o estado de emergência, que na sua perspetiva "se tornou permanente".

No entanto, o Presidente Recep Tayyip Erdogan já avisou que apenas será anulado "quando tiverem desaparecido todos os distúrbios".

Lusa

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