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Polícia e exército das Filipinas pedem extensão da lei marcial no sul do país

Erik de Castro

As forças de segurança das Filipinas pediram ao Presidente, Rodrigo Duterte, para prolongar a vigência da lei marcial na ilha de Mindanao, depois de quase dois meses a combater os rebeldes, disse hoje o chefe da Polícia Nacional.

Exército e polícia entregaram um documento a Duterte, no qual "manifestaram a sua posição a favor de estender a lei marcial" na ilha, com cerca de 20 milhões de habitantes, no sul do país, disse o chefe da Polícia Nacional, Ronald dela Rosa, em conferência de imprensa.

Duterte declarou em 23 de maio, em Mindanao, a lei marcial.

Ao abrigo da Constituição, a lei marcial pode ser renovada a cada 60 dias, com a necessária aprovação do Congresso.

O chefe da Polícia não divulgou pormenores sobre a petição apresentada ao Presidente, nem especificou a duração proposta da extensão da lei marcial, que termina a 22 de julho.

O secretário da Defesa e administrador da lei marcial, Delfin Lorenzana, também entregou a sua recomendação a Duterte sobre a lei marcial, mas escusou-se a pronunciar-se sobre o conteúdo da mesma.

Duterte impôs a lei marcial no mesmo dia em que grupos armados ocuparam parcialmente a cidade de Marawi, no oeste de Mindanao, num conflito que continua e causou mais de 500 mortos em menos de dois meses.

A Constituição das Filipinas permite a instauração da lei marcial por 60 dias no caso de rebelião ou invasão.

O Presidente das Filipinas afirmou, no final de maio, que a lei marcial em vigor na região de Mindanao poderá manter-se em vigor durante um ano.

A lei marcial - imposta por forças militares em caso de emergência ou de perigo, quando as autoridades civis não conseguem manter a segurança - foi instaurada na terça-feira em Mindanao, depois de terem sido registados violentos confrontos entre as forças armadas filipinas e combatentes com ligações ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Lusa

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