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Sabe o que disse Trump em 1999 sobre a Coreia do Norte?

Em 1999, Donald Trump disse o que faria em relação à Coreia do Norte se fosse Presidente dos EUA . Numa altura em que os dois países estão a trocar ameaças , recordamos a entrevista que o Presidente norte-americano deu há quase 20 anos, na qual disse que, antes de fazer o que fosse, negociaria "como louco" com o regime de Pyongyang.

A entrevista voltou a surgir na terça-feira, através do Twitter do próprio programa que a levou ao ar em 1999. "Meet the Press" da NBC lembrou a entrevista de Tim Russert a Donald Trump, na qual revelou como lidaria com um possível confronto com a Coreia do Norte.

"A Coreia do Norte está a rir-se de nós. Eles pensam que somos uma cambada de burros."

Na altura, Trump disse que o "maior problema do mundo era a proliferação nuclear" e que "seria bom sentar-se e negociar" com o regime de Pyongyang.

"Como Presidente, estaria disposto a lançar antecipadamente um ataque contra a capacidade nuclear da Coreia do Norte", foi assim que Tim Russert começou. "Primeiro, negociaria", foi a resposta de Donald Trump. "Negociaria como louco. Certificar-me-ia que conseguiríamos o melhor acordo possível."

Esta terça-feira, Pyongyang garantiu que estava a "examinar cuidadosamente" um pano para atacar o território norte-americano de Guam com mísseis. Isto aconteceu horas depois de o Presidente norte-americano ter ameaçado a Coreia do Norte com "fogo e fúria como o mundo nunca viu".

Na entrevista a Tim Russert, Trump disse que "em três ou quatro anos" a Coreia do Norte iria ter armas nucleares "apontadas à volta do mundo, especificamente aos Estados Unidos da América". Donald Trump defendeu a diplomacia em primeiro lugar. No entanto, "se a negociação não resultar, o melhor é resolver o problema agora do que mais tarde".

"Queres resolver em cinco anos, quando eles tiverem armas por todo o mundo, todas elas apontadas para Nova Iorque e Washington?" Trump perguntou na altura "Ou queres agir já?"

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano garantiu que o arsenal nuclear dos Estados Unidos da América "é o mais poderoso e forte de sempre", esperando, ainda assim, que não seja necessário utilizá-lo. Em plena escada de tensão entre os dois países, a comunidade mundial fica cada vez mais preocupada com as ameaças.

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