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Austrália garante apoio aos EUA em caso de ataque da Coreia do Norte

A Ministra da Defesa australiana, Marise Payne (à esquerda) e o Primeiro-Ministro da Austrália, Malcolm Turnbull (à direita) durante o comunicado à imprensa antes de uma reunião confidencial da Defesa sobre a Coreia do Norte em Camberra, capital federal da Austrália.

LUKAS COCH

A Austrália garantiu hoje o apoio aos Estados Unidos no caso de ataque da Coreia do Norte, após o anúncio de Pyongyang. O regime da Coreia do Norte garante que tem um plano de lançamento de mísseis contra Guam, território norte-americano no Pacífico.

Esta manifestação de apoio de Camberra ao aliado norte-americano surge em plena "guerra de palavras" entre Washington e Pyongyang, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido responder com "fúria e fogo" às ameaças da Coreia do Norte.

"Os Estados Unidos não têm um aliado mais forte do que a Austrália", afirmou o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, em declarações à rádio 3AW.

"Se [os Estados Unidos] forem atacados pela Coreia do Norte invocaremos o Tratado ANZUS. A Austrália irá em auxílio dos Estados Unidos da mesma forma que viriam em nosso auxílio no caso de nos atacarem", disse.

Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos subscreveram, em 1951, o Tratado da Aliança ANZUS, de cooperação na Defesa, que foi invocado pela última vez por Camberra depois dos ataques de 11 de setembro de 2011 perpetrados nos Estados Unidos. Contudo, em 1986, os Estados Unidos suspenderam o pacto no que concerne à Nova Zelândia, mantendo-se em vigor a posição de que um ataque contra qualquer dos signatários é interpretado com uma agressão contra todos para o caso da Austrália.

O apoio da Austrália, perante um cenário de ataque, "dependerá das circunstâncias e de consultas com os aliados", detalhou Turnbull, que falou ao telefone com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, ao qual afirmou ter transmitido um apoio "sólido como uma pedra".

O regime de Pyongyang anunciou na quinta-feira estar a finalizar um plano para atacar a ilha de Guam, adiantando que o mesmo vai ser submetido, dentro de dias, à apreciação do líder norte-coreano, Kim Jong-un. Esse plano prevê o lançamento de mísseis "Hwasong-12", de médio alcance, em direção a Guam para enviar "um forte sinal de advertência aos Estados Unidos", informou, na quinta-feira, a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.

Guam tem uma população estimada em 162 mil habitantes, além dos seis mil soldados estacionados nas bases militares norte-americanas. Ocupada pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Guam foi a base utilizada para o envio de bombardeiros B-52 nos ataques contra Hanói durante a guerra do Vietnam (1955-1975). Economicamente, depende da presença dos militares, mas também do turismo que gera uma grande parte dos empregos.

Lusa

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