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Parlamento iraniano aprova verba para desenvolvimento do programa nuclear

O Parlamento iraniano aprovou este domingo a atribuição de aproximadamente 440 milhões de euros para o desenvolvimento do programa de mísseis do Irão e o fortalecimento das atividades regionais da Guarda Revolucionária, em resposta às ações "aventureiras" dos Estados Unidos da América.

"Os americanos devem saber que se trata apenas da nossa primeira ação", alertou o presidente do Parlamento, Ali Larijani.

O presidente do Parlamento iraniano fez esta declaração depois do anúncio de uma votação esmagadora a favor do pacote de medidas, que pretende "fazer face às ações terroristas e aventureiras dos Estados Unidos na região".

Sem qualquer oposição, 240 membros do Parlamento (dos 244 presentes) votaram a favor do projeto de lei que prevê a atribuição de cerca de 220 milhões de euros para o "desenvolvimento do programa de mísseis" e um montante equivalente à Força Qods, um braço da Guarda Revolucionária encarregada das operações externas, divulgou a agência de notícias oficial IRNA.

Esta votação acontece após as novas sanções que Estados Unidos anunciaram em julho contra o programa de mísseis balísticos do Irão.

"Os Estados Unidos continuam profundamente preocupados com as atividades perniciosas do Irão no Médio Oriente que minam a estabilidade, a segurança e a prosperidade da região", disse o porta-voz da diplomacia norte-americana, Heather Nauert, reagindo à notícia da votação.

A porta-voz denunciou "o apoio iraniano contínuo a grupos terroristas como o Hezbollah, o Hamas e a Jihad Islâmica, que ameaçam Israel e a estabilidade no Médio Oriente".

"Este projeto de lei (votado este domingo pelo Parlamento iraniano) é apoiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pelo Governo e é parte de uma série de medidas propostas pela comissão de supervisão do JCPOA para lidar com a recente lei (votada pelo) Congresso dos Estados Unidos", disse este domingo Abbas Araghchi, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e principal negociador iraniano.

O vice-ministro refere-se ao acordo internacional sobre o programa nuclear da República Islâmica, conhecido pela sigla JCPOA (Plano Integrado de Ação Conjunta), assinado em 14 de julho de 2015, em Viena, pelo Irão e as grandes potências (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha).

Lusa

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