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Projeto tenta recuperar espécie de tartaruga extinta há 150 anos

@galapagos conservancy/facebook

Um conjunto de investigadores de um programa conjunto de conservação de tartarugas gigantes de Galápagos está a fazer renascer a tartaruga da ilha Floreana, naquele arquipélago equatoriano, dada como extinta há mais de 150 anos.

A notícia foi divulgada no website da organização não-governamental Galápagos Conservancy que, juntamente com a Direção Nacional do Parque de Galápagos, coordenam a "Iniciativa para a restauração das tartarugas gigantes" e que iniciaram um programa de reprodução para recuperar a extinta tartaruga de Floreana (Chelonoidis niger, chamada recentemente C. elephantopus).

Esta tartaruga desapareceu da ilha Floreana há cerca de 150 anos, devido à exploração do arquipélago por baleeiros e piratas que consumiam carne de tartaruga.

Este programa de reprodução baseou-se numa década de investigação e de análises genéticas a tartarugas encontradas no vulcão Wolf, na ilha Isabela.

Em novembro de 2015, os investigadores presentes numa expedição ao vulcão tiveram como missão de encontrar e tirar amostrar ao maior número de tartarugas, bem como transferir um conjunto dessas tartarugas ao Centro de Tartarugas Fausto Llerena na ilha de Santa Cruz.

A investigação procurou identificar nessas análises ascendência das tartarugas das ilhas Floreana e Pinta, duas espécies de tartarugas que foram extintas das suas ilhas natal.Análises genéticas de 150 tartarugas (144 do vulcão e seis já em cativeiro) permitiram identificar 127 com níveis variados de ascendência da tartaruga Floreana.

Durante a expedição, 32 dessas tartarugas foram transportadas para o Centro, das quais tinham realmente essa ascendência.Um grupo de investigadores da Universidade de Yale reportou estes resultados no jornal Scientific Reports -- Nature a 13 de setembro de 2017.

"Este é um dos avanços mais empolgantes da "Iniciativa para a restauração das tartarugas gigantes". Recuperar, mesmo que parcialmente, a população da extinta tartaruga Floreana era impensável há poucos anos. E agora vamos ver isso a acontecer", afirmou Linda Cayot, coordenadora do projeto.

Com os resultados preliminares conseguidos pela Universidade de Yale, foram definidos em março quatro grupos de reprodução de tartarugas, cada um dos quais com três fêmeas e dois machos. Em aproximadamente cinco anos, a prole desses grupos será distribuída pela ilha Floreana.

Lusa

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