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Dois mortos em favela do Rio de Janeiro após detenção de chefe do narcotráfico

Rocinha, Rio de Janeiro

Bruno Kelly

Dois supostos narcotraficantes morreram na noite de quarta-feira na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro, horas após a polícia brasileira deter o chefe que controlava o tráfico de drogas no local.

Segundo informações de autoridades brasileiras, as mortes ocorreram após um confronto entre agentes e os supostos narcotraficantes na Rocinha no mesmo dia da prisão de Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157.

Rogério 157, contra o qual havia vários mandados de prisão por homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa, foi detido por agentes da polícia civil numa operação que mobilizou quase três mil agentes na manhã de quarta-feira.

A polícia militar reforçou a sua presença Rocinha, antecipando que a captura do narcotraficante iria acender a guerra entre gangues rivais que lutam pelo controlo do tráfico de drogas nesta comunidade.

De acordo com a direção da polícia militar, alguns dos agentes enviados à favela para reforçar a segurança encontraram na noite de quarta-feira dois homens armados numa das ruas da Rocinha e iniciaram um confronto que terminou com a morte dos suspeitos.

Na operação, os soldados apreenderam duas pistolas, uma granada, 23 pacotes de canábis, carregadores e munições, de acordo com o boletim da polícia.

A polícia também registou tiroteios esporádicos em toda a Rocinha durante o dia de quarta-feira.

As Forças Armadas do Brasil participaram em diferentes operações nas últimas semanas em várias favelas do Rio de Janeiro em ações destinadas a combater a onda de violência sem precedentes que a cidade sofre desde a celebração dos Jogos Olímpicos de 2016.

A crise de segurança forçou o presidente brasileiro, Michel Temer, a enviar 10 mil soldados para reforçar a segurança no Rio de Janeiro com a perspetiva de permanecer na região até ao final de 2018.

Desde o início do ano, em todo o estado do Rio de Janeiro, houve cerca de 4.000 mortes em atos de violência, incluindo as de 124 polícias, de acordo com organizações da sociedade civil.

Lusa

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