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Ex-líder argentina Cristina Kirchner diz que acusações violam Estado de direito

Marcos Brindicci

A antiga presidente da Argentina Cristina Kirchner, alvo de um mandado de detenção por traição, afirmou que as acusações que lhe são imputadas "violam o Estado de direito".

Kirchner é acusada de traição por alegadamente ter feito um pacto com o Irão para proteger altos funcionários do país, suspeitos de terem ordenado um atentado contra a sede da Associação Mutualista Israelita Argentina (Amia) em 1994 e no qual morreram 85 pessoas.

A justiça argentina ordenou também o levantamento da imunidade e a detenção da ex-Presidente da Argentina e senadora Cristina Kirchner.

A ex-chefe de Estado é também acusada pelo Presidente Mauricio Macri de "manipular a justiça", durante uma conferência de imprensa, realizada em Buenos Aires.

A justiça argentina ordenou também a detenção do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Hector Timermann e de vários outros altos funcionários argentinos.

As ordens foram assinadas pelo juiz federal Carlos Bonadio.

A acusação do juiz Claudio Bonadio "é absurda", reagiu Kirchner em conferência de imprensa, acrescentando que "é um excesso quer viola o Estado de direito".

Kirchner, de 64 anos, também ataca Macri, acusando o presidente "manipular a justiça" para aniquilar a sua principal opositora.

O ataque perpetuado a 18 de julho de 1994 fez então 85 mortos e centenas de feridos.

Uma carga explosiva foi detonada num prédio onde estavam instaladas várias instituições judaicas, incluindo a associação mutualista Amia. O ataque nunca foi reivindicado e, após 23 anos, os contornos do atentado ainda não foram esclarecidos.

O atentado contra a Amia, que a comunidade judaica atribui ao Irão e ao movimento xiita libanês Hezbollah, foi o segundo ataque contra judeus na Argentina, depois de 29 pessoas terem perdido a vida em 1992 quando uma bomba explodiu em frente à embaixada de Israel em Buenos Aires. Os contornos do ataque de 1992 também continuam por esclarecer.

Para que o mandado de detenção seja executado, será necessário um procedimento para levantar a imunidade parlamentar da ex-chefe de Estado argentina.

O levantamento da imunidade terá de ser aprovado por uma maioria de dois terços do Senado, que deve ser previamente convocado em sessão extraordinária pelo atual Presidente argentino, Mauricio Macri.

O pacto com o Irão foi concluído em 2012 (em plena Presidência Kirchner) e aprovado pelo parlamento argentino, com os votos contra da oposição.

O parlamento de Teerão nunca adotou o pacto e o documento nunca entrou em vigor.

Kirchner também está indiciada em vários casos de corrupção e de lavagem de dinheiro.

Lusa

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