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El Salvador envia "nota de protesto" aos EUA

O ministro dos Negócios Estrangeiros de El Salvador, Hugo Martinez.

Jose Cabezas

O governo de El Salvador enviou esta sexta-feira uma "nota de protesto" aos Estados Unidos pelas recentes declarações polémicas do Presidente norte-americano, Donald Trump, que atingiram, segundo as autoridades locais, "a dignidade de El Salvador e de outros países".

"Expresso formalmente um protesto e rejeito fortemente este tipo de expressões", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros de El Salvador, Hugo Martinez, citado num comunicado oficial.

Segundo avançaram na quinta-feira vários 'media' norte-americanos, Donald Trump usou a expressão "países de merda" para se referir a países como El Salvador, Haiti e a várias nações africanas durante uma reunião com um grupo de senadores para debater as leis migratórias para os Estados Unidos.

O chefe de Estado norte-americano negou hoje ter utilizado tal expressão, mas admitiu ter usado uma "linguagem dura" durante a reunião.A versão de Trump foi, entretanto, desmentida pelo senador democrata, Dick Durbin, que afirmou que o Presidente usou linguagem "vil e racista" no encontro.

O mesmo comunicado oficial enfatizou que o chefe da diplomacia de El Salvador protestou "vigorosamente" junto do executivo norte-americano e que exigiu respeito no tratamento do povo daquele país da América Central.

"No âmbito dos princípios que regem as relações entre os Estados, El Salvador exige respeito pela dignidade do seu povo nobre e corajoso", afirmou Hugo Martinez.

Na "nota de protesto", o ministro destacou ainda "o alto valor dos salvadorenhos" e relembrou aos Estados Unidos que "foram os compatriotas salvadorenhos que trabalharam na reconstrução do Pentágono [sede do Departamento de Defesa norte-americano], depois dos lamentáveis ataques terroristas de 2001".

Também mencionou a contribuição dos salvadorenhos na reconstrução da cidade norte-americana de Nova Orleães depois do furacão Katrina, em 2005, e a colaboração do país "em várias missões de paz" junto dos Estados Unidos e outras nações.

Lusa

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