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Número dois do FBI abandona cargo após ser criticado por Trump

Aaron Bernstein

O número dois da polícia federal norte-americana (FBI) abandonou esta segunda-feira o cargo, depois mais de um ano de críticas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma fonte governamental. Andrew McCabe foi, desde 2016, alvo de críticas frequentes por parte de Trump e de responsáveis republicanos que o acusam de ser próximo dos democratas.

Mas a Casa Branca rejeitou hoje qualquer responsabilidade na saída de McCabe, de 49 anos, da direção do FBI.

"A Casa Branca não desempenhou qualquer papel nesta decisão", assegurou hoje a porta-voz do executivo, Sarah Sanders, na sua conferência de imprensa diária.

A demissão de McCabe tem efeitos imediatos, mas ele ficará no registo dos funcionários da polícia federal até março, por razões administrativas.

Donald Trump parece ter centrado neste alto funcionário policial todo o azedume que lhe causa a investigação que procura esclarecer se a equipa de campanha do multimilionário norte-americano se concertou com os russos para influenciar os resultados das eleições presidenciais de 2016.

Um exemplo disso foi quando o chefe de Estado repreendeu publicamente o seu ministro da Justiça, Jeff Sessions, por não ter despedido Andrew McCabe na altura em que este era diretor interino do FBI.

O Presidente também acusou McCabe de ser amigo do ex-diretor do FBI James Comey, ele mesmo afastado por Trump por causa da investigação russa, e criticou ainda a mulher de McCabe por estar ligada a Hillary Clinton, sua ex-adversária nas presidenciais.

Pouco depois de demitir Comey da direção da polícia federal, Trump convocou à Casa Branca Andrew McCabe, a quem cabia a tarefa de dirigir interinamente o prestigiado departamento centenário de 30.000 funcionários ciosos da sua independência, e perguntou-lhe em quem tinha ele votado nas presidenciais, noticiou na semana passada o diário Washington Post.

Por sua vez, Eric Holder, secretário da Justiça durante a presidência de Barack Obama, prestou homenagem ao diretor-adjunto do FBI, classificando-o como um "dedicado servidor do Estado", e deixando subentendido que Andrew McCabe estava a "pagar as favas" pela ira que provoca em Donald Trump a investigação russa.

"Os ataques infundados contra o FBI e o ministério da Justiça com o objetivo de desviar as atenções de uma investigação criminal legítima mais não fazem que causar danos inúteis e duradouros nos fundamentos do nosso Estado", comentou Holder.

Lusa

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