sicnot

Perfil

Mundo

Justiça brasileira suspende desfile de bloco de extrema-direita no Carnaval

Facebook Bloco Portão do DOPS

A justiça brasileira suspendeu através de medida cautelar a tentativa do bloco "Porão do DOPS", grupo de extrema-direita, de homenagear os torturadores da ditadura militar brasileira durante o desfile de Carnaval previsto para sábado, em São Paulo.

O Departamento de Ordem Pública e Social (DOPS) foi um órgão que atuou durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), em que centenas de pessoas foram torturadas, entre as quais a ex-Presidente brasileira Dilma Rousseff, nos seus famosos "porões".

O bloco "Porão do DOPS" foi criado por um grupo de direita em São Paulo e enaltece a atuação de Sérgio Paranhos Fleury e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusados de terem torturado pessoas durante a ditadura militar, período em que centenas também foram mortas.

O bloco - que planeava sair em desfile de rua no sábado, no primeiro dia do Carnaval - foi proibido na noite de quinta-feira por um juiz, através de medida cautelar, após um pedido do Ministério Público de São Paulo, que considerou que o grupo fazia apologia à tortura.

O magistrado também impôs uma multa diária de 50.000 reais (cerca de 12,3 mil euros) no caso de o bloco sair à rua e determinou a suspensão da divulgação do grupo nas redes sociais, o que foi acatado pelos organizadores.

O bloco está imerso num emaranhado judicial, já que uma juíza chegou a permitir o desfile do "Porão do DOPS" na semana passada, por considerar que a sua proibição seria uma "censura prévia", mas descreveu o tema do bloco como "lamentável".

No entanto, na quinta-feira, a decisão do juiz José Rubens Queiroz Gomes impediu o desfile do "Porão do DOPS", um dos quase 500 blocos de rua que vão desfilar durante e depois do Carnaval em São Paulo, que ganhou força nos últimos anos.

Considerado como o "maior bloco anticomunista do mundo", o grupo fez publicidade do seu desfile nas redes sociais com uma foto do coronel Ustra, "o maior torturador do Brasil", como chegou a dizer Dilma Rousseff.

Ustra continua na memória e a ser reverenciado pelos membros da direita do Brasil, incluindo o deputado e possível candidato presidencial Jair Bolsonaro, que está em segundo lugar nas pesquisas da intenção de votos das presidenciais de outubro.

Em 2016, durante o julgamento de "impeachment" de Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro justificou na Câmara dos Deputados o seu voto a favor da saída da ex-Presidente elogiando a memória de Ustra e defendendo a sua atuação nas forças armadas brasileiras

Lusa

  • Sete dos 23 arguidos do caso da Academia de Alcochete já têm cadastro
    1:59

    Crise no Sporting

    Sete dos 23 arguidos do caso da Academia de Alcochete já foram condenados por 22 crimes que cometeram no passado, mas nunca nenhum deles cumpriu pena de prisão ou prisão domiciliária. O juiz decretou a prisão preventiva na sequência das agressões à equipa do Sporting por entender que se tratou de um comportamento chocante, terrorista e a perversão do espírito desportivo.

  • Está a pensar ir à praia? Não se esqueça do guarda-chuva
    0:43
  • Abate de animais nos canis proibido a partir de setembro
    1:35

    País

    O abate de animais nos canis passa a ser proibido a partir de setembro. Só em 2017, foram mortos cerca de 12 mil cães e gatos, uma média de um abate por hora. O Governo lançou um programa de incentivos financeiros de um milhão de euros, que ainda está a decorrer.

  • Cabazes solidários oferecidos pelo Governo encontrados no lixo
    0:57
  • Colheita da cereja já arrancou no Fundão
    1:54

    País

    A colheita das primeiras cerejas da época já começou no Fundão. A campanha atrasou um mês em relação a anos anteriores, por causa do inverno que se prolongou, mas os produtores garantem que o fruto é de qualidade.