sicnot

Perfil

Mundo

Macron pede a Putin que "faça tudo" para travar "degradação humanitária"

Bassam Khabieh

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu esta sexta-feira ao homólogo russo, Vladimir Putin, que "faça tudo" para que o seu aliado sírio Bashar al-Assad ponha termo "à insustentável degradação" da situação humanitária na Síria.

Macron e Putin falaram esta sexta-feira por telefone para preparar a visita que o presidente francês prevê fazer à Rússia em maio, destinada a melhorar as relações bilaterais depois das tensões criadas pelos conflitos na Síria e na Ucrânia.

Os dois chefes de Estado acordaram cooperar mais estreitamente na procura de uma solução para a Síria e, segundo um comunicado da presidência francesa, Macron manifestou a Putin preocupação com as informações sobre o uso de armas químicas contra civis pelo regime nas últimas semanas.

Quando Putin esteve em Paris em maio de 2017, Macron advertiu que "qualquer utilização de armas químicas" na Síria desencadearia uma "retaliação imediata" de França.

Mas, se para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, tudo indica que o regime realiza "neste momento" ataques com cloro, para a ministra das Forças Armadas, Florence Parly, "não há certezas", pelo que a "linha vermelha" definida por França não foi pisada.

Sobre o futuro da Síria, Macron sublinhou esta sexta-feira a Putin "o imperativo de ultrapassar os bloqueios nas negociações e lançar nas próximas semanas um processo político credível", sob a égide da ONU, para que a Síria "reencontre a paz, a estabilidade e a unidade".

A presidência francesa afirma que os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países vão manter-se em contacto com esse fim, sem nunca referir as conversações mantidas em Sotchi, sob a égide da Rússia, com a Turquia e o regime sírio.

Lusa

  • O bombeiro herói que recebe 267 euros de pensão
    2:36

    País

    O homem que ficou conhecido como o "bombeiro herói" foi distinguido este domingo, em Évora. Rui Rosinha, de 40 anos, ficou gravemente ferido num acidente durante o combate aos incêndios de Pedrógão Grande. Hoje, tem uma incapacidade de 85% e estará a receber do Estado uma pensão de apenas 267 euros.

  • As histórias e os tesouros desconhecidos das catedrais e mosteiros do norte
    5:23