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Membro do Boko Haram condenado a 15 anos de prisão pelo rapto das raparigas de Chibok

Líder de uma das fações do Boko Haram, Abubakar Shekau, num vídeo divulgado pelos jihadistas a 15 de janeiro de 2018

.Handout / Reuters

Um elemento do grupo jihadista nigeriano Boko Haram foi condenado a 15 anos de prisão pela participação no rapto de centenas de raparigas em 2014, num liceu em Chibok, nordeste da Nigéria, disse o Ministério da Justiça à AFP.

"Um membro do Boko Haram que fez parte do grupo de sequestradores que raptaram as raparigas de Chibok foi condenado a 15 anos de prisão", no tribunal de Kainji, onde as audiências tiveram início na segunda-feira para julgar os insurgentes, explicou à AFP Salihu Isah, porta-voz do Ministério da Justiça nigeriano.

O arguido, Haruna Yahaya, 35 anos, tem uma deficiência, disse o porta-voz, precisando que tem um braço paralisado e uma perna deformada, pelo que mesmo tendo-se declarado culpado apelou à clemência dos juízes, afirmando que foi "forçado a integrar" o grupo terrorista e, segundo o seu advogado, "agiu devido à sua severidade".

Ainda assim, o tribunal de Kainji julgou que o arguido tinha a opção de não ter tomado parte nas atividades do Boko Haram, pelo que o condenou a uma dura pena de prisão, disse Salihu Isah à AFP.

As centenas de presumíveis membros do grupo jihadista nigeriano começaram a comparecer na segunda-feira perante um tribunal instalado numa base militar em Kainji, centro da Nigéria, para determinar se serão condenados, ilibados ou enviados para centros de reabilitação.

Algumas das raparigas raptadas em 2014 numa fotografia divulgada pelo Boko Haram a 15 de janeiro de 2018

Algumas das raparigas raptadas em 2014 numa fotografia divulgada pelo Boko Haram a 15 de janeiro de 2018

Handout / Reuters

Em abril de 2014, 219 raparigas do liceu de Chibok, no nordeste da Nigéria, com idades entre os 12 e os 19 anos foram sequestradas pelo Boko Haram, tendo o seu rapto provocado uma vaga de solidariedade mundial, visível nas redes sociais associada à frase "bring back our girls" (devolvam as nossas raparigas).

Desde então, 107 raparigas foram encontradas ou trocadas depois de negociações com o Governo. No início de janeiro, várias apareceram num vídeo difundido pelo grupo 'jihadista', no qual afirmavam que não iriam voltar e que não queriam abandonar o "califado".

Desde 2009, o conflito com o Boko Haram já fez, pelo menos, 20 mil mortos, 2,6 milhões de deslocados na Nigéria e milhares de pessoas foram sequestradas.

Lusa

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