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França "atacará" em caso de provas concretas sobre uso de armas químicas na Síria

Ludovic Marin

O Presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou esta terça-feira, perante a Associação de imprensa presidencial, que "a França atacará" caso obtenha "provas consistentes que armas químicas proibidas foram utilizadas contra civis" na Siria.

"Atacaremos o local onde são feitos ou onde são organizados esses ataques. A linha vermelha será respeitada", disse o Presidente. "Mas hoje não temos a prova estabelecida pelos nossos serviços que armas químicas proscritas pelos tratados internacionais foram utilizadas contra as populações civis", acrescentou.

"A partir do momento em que a prova seja estabelecida, farei o que disse", preveniu, apesar de sublinhar que "a prioridade é a luta contra os terroristas, os 'jihadistas'".

"Saberemos caracterizar as coisas antes do final do conflito", referiu Macron numa referência ao regime sírio.

O inquilino do Eliseu também sugeriu a organização de uma reunião internacional sobre a Síria, se possível "na região", adiantando que fez "diversas propostas" e que não esta "obcecado em fazer uma reunião sobre a Síria em Paris".

Em 29 de maio de 2027, ao receber o seu homólogo russo Vladimir Putin em Paris, Emmanuel Macron declarou que "qualquer utilização de armas químicas" na Síria implicaria uma "resposta imediata da França".

Segundo Washington, pelo menos seis ataques com cloro foram assinalados desde o início de janeiro nas zonas rebeldes, com dezenas de casos de feridos. No final desse mês o regime sírio desmentiu ter utilizado armas químicas e Moscovo, aliado de Damasco, denunciou por sua vez uma "campanha de propaganda", sublinhado que "os autores não foram identificados".

Em paralelo, e no mesmo encontro, Macron desejou que o serviço nacional universal seja "obrigatório" e se prolongue "por volta de um trimestre", ou de "três a seis meses".

Este serviço, que poderá incluir uma parte "cívica", "terá um custo mas não penso que seja proibitivo. (...) Desejo um serviço obrigatório, aberto às mulheres e aos homens" que possa implicar "uma abertura sobre a coisa militar" mas "cuja forma poderá ser cívica".

Lusa

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