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Pelo direito de experimentar "tratamentos experimentais" em doenças terminais

© Srdjan Zivulovic / Reuters

Perante a morte certa, o que tem a perder um doente terminal ao entrar em ensaios clínicos com medicamentos experimentais ainda não autorizados? Nos Estados Unidos um grupo luta por este direito.

Pode ser uma criança afetada por uma rara distrofia muscular. Uma jovem mulher com cancro em fase terminal. Um doente de esclerose lateral amiotrófica (ELA). Os medicamentos já autorizados, quando existem, não têm eficácia e a única esperança para estes doentes é participar em ensaios clínicos com medicamentos experimentais.

Mas não os deixam. Ou porque estão demasiado doentes ou porque são demasiado jovens ou demasiados velhos.

É esta parte da população norte-americana desesperada que, há quatro anos, luta pelo direito de usar medicamentos experimentais, fora de ensaios clínicos dos laboratórios.

Lei apoiada por Trump chumbada

Eleitores dos dois partidos, Republicano e Democrata, de 38 dos 50 estados norte-americanos, querem ver aprovada uma lei que lhes dá esse direito.

O próprio Presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence apoiaram uma proposta de lei que foi esta terça-feira 13 de março submetida a votação na Câmara dos Representantes do Congresso.

No entanto, os representantes democratas votaram contra, impedindo a lei de reunir os dois terços exigidos. A maioria republicana prometeu recomeçar - e conseguir a aprovação.

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