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A bola que (n)os uniu

Adeptos dos dois clubes, juntos, numa foto publicada no Twitter na noite de terça-feira

twitter.com/vespafoto

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Não é possível ficar indiferente. Pelo menos, eu não consigo ficar indiferente. Quando o futebol, isso mesmo, o futebol, junta adversários - que não inimigos - e mostra ao mundo que sejam quais forem as cores de cada um, só pode haver um lado contra o medo, a barbárie, o terrorismo, a chantagem, a ameaça e o terror.

Já tinha acontecido nos ataques de Paris, quando havia uma bomba pronta a explodir no estádio do França-Alemanha.

Aconteceu ontem, depois do ataque à bomba ao autocarro do Borussia.

Adeptos do Mónaco a entoarem o nome do rival, num estádio quase cheio que ficou vazio porque a bola foi mudada para hoje.

Gente que equipa de amarelo, que recebeu em casa outra gente que equipa de vermelho e branco, que lhe deu jantar e dormida, que recebeu adversários como se fossem família, que acolheu adeptos de um jogo como se fossem peregrinos.

Como costuma dizer um narrador de futebol, «eu estou arrepiado». Estou mesmo.

O futebol, a sociedade, deveria ser isto. Isto mesmo.

Sempre, e não apenas quando há algo extraordinário.

O futebol, que tão bem e tao mal, ao mesmo tempo, espelha a sociedade, podia e devia servir para tranformar mentalidades.

A rivalidade dura durante 90 minutos, sem fanatismos nem exageros.

O resto devia ser cortesia, civilidade, saber ganhar, saber perder, saber estar.

Sem escolta policial para as equipas chegarem aos estádios.

Sem rixas nem cânticos de ódio durante os jogos.

Porque há sempre um bem maior - nós todos, a humanidade, os valores e o respeito pelo outro ser humano, ainda que não pense como eu... ou que não apoie o mesmo clube que eu.

Hoje, todos somos Borussia.

E amanhã?

Ainda assim, obrigado pelos explosivos.

Vieram mostrar-nos que o futebol pode, deve, tem de ser um factor de união e não de divisão entre os povos.

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