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Dois sorrisos em dois anos (ou uma vingança servida fria)

Não é comum um primeiro-ministro, que ganha eleições, não governar. Aconteceu pela primeira vez em democracia, e as ondas de choque viveram-se durante meses.

Ainda é menos comum, esse primeiro-ministro, que ganha eleições mas não consegue formar Governo, ficar sentado na bancada parlamentar do seu partido.
Passos fê-lo, há que dizê-lo, com coragem.
Enfrentou o sucessor, pelo menos de quinze em quinze dias, nos debates.
Era uma luta desigual.
Costa governava, sem ter ganho eleições.
Passos estava na oposição, a responder por quatros anos e tal de Governo duro e a ver, todas as semanas, que o diabo não vinha, que a economia crescia, que o desemprego abrandava, que afinal a geringonça estava em pé e as vacas voavam.
Foi, por vezes, penoso.
Passos era arrasado por Costa, com a habilidade política que se conhece ao líder do PS.
E aguentou, teimosamente.
Ainda via, ao lado, Assunção Cristas fazer de conta que não tinha sido ministra e posicionar-se como a grande oposição ao PS e às esquerdas;
Mas houve dois momentos, em dois anos, em que Passos se soltou.
O primeiro, logo em dezembro de 2015.
Era a estreia de Centeno no Parlamento.
O ministro das Finanças pedia "cuidado" com a banca: discutia-se o BANIF.
Passos, normalmente sisudo e circunspecto, ria a bom rir.
Riu tanto que até tirou os óculos para limpar as lágrimas.
Mais do que uma vez.
(Lusa)

(Lusa)

A segunda vez em que Passos sorriu, assentindo que sim, ou, em bom português, quando nos foge a boca para a verdade, foi quando, noutro debate, Costa, virado para Passos, por duas vezes, lhe chamou "sr. primeiro-ministro".
No seu estilo trapalhão, Costa sorriu e seguiu em frente.
Passos gostou do engano,
Não dizia outra coisa – ainda não diz, hoje – a não ter que tinha "ganho as eleições".
Era, por assim dizer, o primeiro-ministro "legitimamente" eleito.
Costa não lhe chamou sr. deputado, chamou-lhe "sr. primeiro-ministro".
Nesse dia, por duas vezes, em dois anos, Passos ouviu de Costa, o que queria estar a ouvir sempre que entrasse no Parlamento.
E esse sorriso é uma vingança. Fria, pouco a pequena.
Mas um momento saboroso.
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