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08.02.2012 19:37
Julgamento por alegada difamação de Gonçalo Amaral adiado para 29 de março
O julgamento do advogado Marcos Aragão Correia e do professor universitário António Pedro Dores, por difamação do ex-inspetor da PJ Gonçalo Amaral, no âmbito do caso Leonor Cipriano, quinta-feira, em Faro, foi adiado para 29 de março.
Isabel Duarte, advogada de Marcos Aragão Correia, adiantou à Agência Lusa que, por despacho do 2. Juízo Criminal do Tribunal Judicial de Faro, o julgamento foi adiado para 29 de março, pelas 09:30.
Apesar de não ter tido ainda acesso ao despacho em causa, a advogada disse ter a informação, por telefone, de que o adiamento ficou a dever-se a um recurso pendente, interposto pelo outro arguido no processo, António Pedro Dores, presidente da Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento, que tem como advogado de defesa José Preto.
No julgamento em Faro, Marcos Aragão Correia arrolou como testemunhas de defesa António Marinho Pinto, atual bastonário da Ordem dos Advogados, e Ana Maria Calado, ex-diretora do Estabelecimento Prisional de Odemira.
O ex-inspetor da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral - que investigou o desaparecimento de Joana, filha da arguida Leonor Cipriano - processou criminalmente Marcos Aragão Correia e António Pedro Dores, por estes aludirem publicamente à alegada tortura de que Leonor Cipriano foi alvo durante a fase de interrogatório do caso Joana.
Marcos Aragão Correia, advogado de Leonor Cipriano, alega que os tribunais portugueses já deram como provado, em sentença transitada em julgado, que a sua cliente foi torturada, mas que o Ministério Público (MP) continua a manter a acusação no processo de difamação que tem Gonçalo Amaral como queixoso.
Lembra ainda que, no âmbito do alegado caso de tortura de Leonor Cipriano, Gonçalo Amaral foi condenado por crime de falsidade de depoimento, a um ano e seis de pena de prisão, suspensa por igual período.
A defensora de Marcos Aragão Correia no processo de difamação é a advogada Isabel Duarte, também advogada dos pais de Madeleine McCann, que tem processos em curso contra Gonçalo Amaral.
O julgamento em Lisboa da queixa crime por difamação intentada pelos pais de Madeleine McCann, a menina desaparecida em maio de 2007, no Algarve, que estava também previsto para quinta-feira, foi igualmente adiado, sem nova data, segundo indicou à Lusa a advogada Isabel Duarte.
Neste processo está em causa o livro de Gonçalo Amaral, "Maddie: A verdade da mentira".
Lusa
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