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Peritos europeus avaliam em 2,5 milhões de euros obras nos sinos e carrilhões de Mafra

Especialistas europeus, que em outubro visitaram o Palácio de Mafra, definiram em 2,5 milhões de euros o montante necessário para reabilitar os sinos e carrilhões daquele monumento, conclui o relatório da organização europeia do património, Europa Nostra, divulgado esta sexta-feira.

O plano de ação, hoje divulgado pela Europa Nostra e pelo Instituto do Bando Europeu de Investimento, a que a agência Lusa teve acesso, aponta para os 2,5 milhões de euros o restauro daquele património, considerado um dos sete monumentos mais ameaçados da Europa. (Arquivo)

O plano de ação, hoje divulgado pela Europa Nostra e pelo Instituto do Bando Europeu de Investimento, a que a agência Lusa teve acesso, aponta para os 2,5 milhões de euros o restauro daquele património, considerado um dos sete monumentos mais ameaçados da Europa. (Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

O plano de ação, hoje divulgado pela Europa Nostra e pelo Instituto do Bando Europeu de Investimento, a que a agência Lusa teve acesso, aponta para os 2,5 milhões de euros o restauro daquele património, considerado um dos sete monumentos mais ameaçados da Europa.

Aquelas entidades, em nota de imprensa, assumem não só "disponibilidade de financiamento", como também apontam a necessidade de uma intervenção para decorrer "a partir do final de 2015 e até meados de 2017, altura em que se celebra o 300º aniversário do início da construção do Palácio".

"Este é um investimento relativamente modesto, que pode ter um impacto real no reforço do interesse do Palácio Nacional de Mafra como um destino de referência no património cultural. Permitirá que os sinos possam ser devidamente fixados e voltem a ser usados, potenciando o seu valor. É portanto considerada uma iniciativa muito interessante e necessária ", concluiu no relatório o coordenador e consultor técnico do Instituto do Banco Europeu de Investimento, Peter Bond.

A agência Lusa aguarda esclarecimentos da Secretaria de Estado da Cultura e da Direção-Geral do Património Cultural, entidades responsáveis pela definição das fontes de financiamento para esta obra e respetivo concurso público internacional, cujo lançamento ainda não aconteceu.

Em janeiro, a tutela apontava para o primeiro semestre deste ano o lançamento do concurso.

Aquelas entidades sugerem que o financiamento seja assegurado pelos novos fundos comunitários e complementados por financiamento nacional e municipal.

O programa para o maior conjunto sineiro do mundo, composto por dois carrilhões e 119 sinos, pesando o maior 12 toneladas, "destina-se a permitir que o maior número possível de sinos possa ser reparado e voltar a ser utilizado".

De acordo com o relatório, 103 sinos dos carrilhões vão precisar de restauro, sendo que a maioria vai ter de ser transportada para as oficinas e alguns poderão ser restaurados no local.

Os peritos propõem a "afinação e reabilitação parcial" do carrilhão da torre sul, que "estará plenamente operacional", enquanto o carrilhão da torre norte será "completamente" restaurado, mas vai ser mantido como peça de museu, sem sofrer qualquer afinação, por nunca ter sido alterado.

Entre os sinos litúrgicos, dez dos onze "estão rachados e não serão restaurados, pelo que apenas um virá a tocar", e vão ser estabilizados, à semelhança dos seis sinos dos relógios, dos quais cinco "são capazes de soar".

A maioria dos sinos vão ser transportados para oficinas, mas os peritos admitem que alguns serão restaurados no local.

A intervenção vai também abranger o mecanismo dos carrilhões e do relógio, que "serão postos a funcionar", restabelecendo assim as ligações entre carrilhões e relógio, as estruturas de madeira que suportam os carrilhões e os sinos e as estruturas exteriores das torres.

Para os peritos, o maior desafio vai ser executar obras nas áreas onde os sinos mais pesados estão apoiados e onde as reparações são necessárias para a sua fixação.

Aquando da visita a Mafra, os peritos alertaram que o estado dos sinos é muito precário, uma vez que estão presos por andaimes e essas estruturas não só apresentam detioração visível, como também não são suficientes para a segurança dos sinos.
Lusa
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