sicnot

Perfil

País

Passos abre debate quinzenal com questões de relevância política, económica e social

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, abre na quarta-feira o debate quinzenal na Assembleia da República, tendo o Governo indicado como tema "questões de relevância política, económica e social".

A dívida foi criada entre 1999 e 2004, altura em que começou a trabalhar por contra de outrem, no grupo Fomentinvest, mas ao mesmo tempo trabalhava a recibos verdes para algumas empresas, incluindo a Tecnoforma. (Arquivo)

A dívida foi criada entre 1999 e 2004, altura em que começou a trabalhar por contra de outrem, no grupo Fomentinvest, mas ao mesmo tempo trabalhava a recibos verdes para algumas empresas, incluindo a Tecnoforma. (Arquivo)

Thanassis Stavrakis / AP

A polémica sobre a carreira contributiva do primeiro-ministro deverá ser um dos temas centrais do debate, já que vários partidos da oposição manifestaram a intenção de questionar novamente Passos Coelho sobre o tema no parlamento.

A hipótese do próprio primeiro-ministro aproveitar para prestar mais esclarecimentos também já foi avançada pelo PSD, que defende que Passos Coelho deve dar explicações sobre a sua relação com a Segurança Social "no momento certo e onde for entendido", nomeadamente no debate quinzenal no parlamento.

A 28 de fevereiro, o jornal Público noticiou que Pedro Passos Coelho esteve cinco anos sem pagar contribuições à Segurança Social, entre 1999 e 2004, o que o primeiro-ministro justificou com o desconhecimento dessa obrigação legal, declarando que pagou em fevereiro deste ano o montante em dívida, apesar de prescrito. Os partidos da oposição questionaram-no entretanto sobre esse assunto mas, mesmo depois de receberem as respostas do primeiro-ministro, consideram que permanecem questões por esclarecer. 

A 3 de março, no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, no Porto, Passos Coelho admitiu também a entrega de declarações "fora de prazo" no passado, ressalvando que nada deve ao fisco, e afirmou que não é "um cidadão perfeito", mas que nunca usou o lugar de primeiro-ministro "para enriquecer". 

O presidente do PSD alegou que querem expor a sua vida fiscal, o que associou ao "desespero que se começa a instalar em certas áreas políticas". Entretanto, disse ao semanário Sol que teve "atrasos na entrega das declarações e nos pagamentos" ao fisco, "umas vezes por distração, outras por falta de dinheiro".

O último debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República aconteceu a 19 de fevereiro, na altura aberto pelo PSD, e ficou marcado pela discussão sobre a posição de Portugal em relação à situação na Grécia.

O primeiro-ministro defendeu então que a dignidade de Portugal e dos portugueses nunca esteve em causa durante o processo de ajustamento, apesar de fazer um "balanço crítico do funcionamento institucional da 'troika'", numa resposta a declarações do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Já o PS acusou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, de "pôr em causa a dignidade" dos portugueses na sua visita à Alemanha e de ter sido instrumentalizada contra a Grécia, com o primeiro-ministro a repudiar estas afirmações.


LUSA
  • Portugal a tremer de frio
    3:07

    País

    Portugal continua a registar temperaturas negativas, sobretudo no Norte do país. Em Trás-os-Montes, por exemplo, marcaram mínimas de 11 graus abaixo de zero e os termómetros desceram tanto que congelaram rios, canalizações de água e até aquecimentos de escolas. Mas nem tudo é mau pois os produtores falam em boa época para curar fumeiro.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.

  • Podem as plantas ver, ouvir e até reagir?

    Mundo

    Um professor de Ciências Vegetais da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, passou quatro décadas a investigar as relações entre vegetais e insetos. Na visão de Jack Schultz, as plantas são "como animais muito lentos", que conseguem ver, ouvir, cheirar e até têm comportamentos próprios.

  • Zoo da Indonésia acusado de querer matar ursos à fome

    Mundo

    Um grupo de ativistas da Indonésia acusa o Jardim Zoológico de Bandung de estar a matar à fome os seus animais, incluindo os ursos-do-sol, para ser fechado. Um vídeo recentemente publicado mostra os ursos, que aparecem muito magros e a implorar por comida.