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Relação mantém prisão preventiva de Sócrates

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou hoje a prisão preventiva de José Sócrates. É mais uma derrota para a defesa do ex-primeiro-ministro, que vê assim rejeitado o seu recurso, depois de ontem o Supremo ter negado mais um pedido de libertação imediata.

© Hugo Correia / Reuters

A decisão foi tornada pública pelo juiz presidente do TRL, Vaz das Neves, que revelou que os dois juizes que analisaram o recurso entenderam manter a prisão preventiva por considerarem que se mantêm os fortes indícios dos crimes que são imputados a José Sócrates - fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais - e de perigo de perturbação na recolha e conservação da prova.

Quando ao pressuposto de perigo de fuga, alegado pelo juiz Carlos Alexandre para determinar a prisão preventiva do ex-líder do PS, os juízes desembargadores consideraram não ser suficientemente forte para a aplicação da mais gravosa medida de coação.

O recurso da prisão preventiva chegou a 2 de fevereiro ao tribunal e teve como juiz relator Agostinho Torres, da 5ª secção criminal.

Ontem, o Supremo Tribunal de Justiça rejeitou um pedido de libertação imediata (habeas corpus) do ex-primeiro-ministro.

José Sócrates está detido no Estabelecimento Prisional de Évora desde novembro do ano passado, indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais. 


Com Lusa
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