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CDS-PP quer reforço de avisadores sonoros em passadeiras de Lisboa

O vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa vai propor na terça-feira que sejam reforçados os avisadores sonoros nas passadeiras da cidade, nomeadamente junto às saídas dos transportes, de forma a facilitar os acessos a cegos.

© Rafael Marchante / Reuters

Para isso, o vereador centrista, João Gonçalves Pereira, propõe que a Direção Municipal de Mobilidade e Transportes faça um levantamento das passadeiras com semáforos "nomeadamente, junto às saídas das estações de Metropolitano, interfaces de transportes e mesmo junto a alguns estabelecimentos de ensino, avaliando tecnicamente a possibilidade de colocar os referidos avisadores sonoros", refere a moção a que a agência Lusa teve hoje acesso.

"Esta avaliação deve ser feita em articulação com as associações de deficientes invisuais, que poderão sinalizar prioridades e necessidades mais veementes, respondendo assim aos anseios destes cidadãos", sustenta o autarca no documento.

Quanto ao financiamento destas intervenções, o centrista defende que se deve "reafetar parte da verba necessária inscrita nas Grandes Opções do Plano 2015/2018".

Esta moção surgiu após uma reunião entre o gabinete da vereação do CDS-PP e a delegação de Lisboa da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da delegação de Lisboa da ACAPO, Paulo Santos, explicou que a medida possibilita que "as pessoas cegas tenham mais autonomia para poder fazer o atravessamento das ruas".

"É conveniente que num cruzamento haja dois tipos de sons sonoros, um para o sinal verde e outro para o vermelho" e, no caso de não se poder atravessar, "haver um tipo de som com intermitências", apontou Paulo Santos.

O responsável explicou que este sistema já existe na zona central da cidade -- Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade e Saldanha --, porém na Avenida Almirante Reis e no Cais do Sodré, por exemplo, isso não se verifica.

Segundo números da ACAPO, a medida iria beneficiar entre 300 a 400 invisuais e amblíopes que circulam diariamente em Lisboa.

Na moção, o CDS-PP recorda que entre 2008 e 2010, a Câmara de Lisboa (de maioria socialista) efetuou várias intervenções para melhorar as condições de acessibilidade, entre as quais a correção da localização das passagens de peões, a melhoria da sinalização horizontal, a correção dos lancis, a instalação de gradeamento para encaminhar os peões entre passagens e a introdução de avisadores sonoros em cruzamentos com semáforos.

 "O CDS-PP defende que a autarquia deve continuar a implementar este tipo de medidas de segurança rodoviária, [...] sempre com o objetivo de garantir um usufruto mais alargado do espaço público por crianças, idosos e pessoas com vários tipos de incapacidade, rumo a uma cidade cada vez mais inclusiva", lê-se ainda no documento que será debatido na reunião camarária de terça-feira.

Lusa
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