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CDS/PP disponível para viabilizar governo de coligação na Madeira

O cabeça de lista do CDS às eleições madeirenses, José Manuel Rodrigues, insistiu hoje na importância de não surgir no domingo mais um governo de maioria absoluta no arquipélago, declarando estar disponível apoiar a formação de uma coligação.

José Manuel Rodrigues, cabeça de lista do CDS às eleições madeirenses (Arquivo SIC)

José Manuel Rodrigues, cabeça de lista do CDS às eleições madeirenses (Arquivo SIC)

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"O CDS está disponível para negociar com outros partidos democráticos a formação de um novo governo para a Madeira com novas políticas", disse o candidato centrista madeirense numa iniciativa da campanha das eleições legislativas antecipadas de 29 de março que hoje decorreu na lota do Funchal, dedicada ao setor das pescas.

 

O presidente do CDS/PP-M apelou aos eleitores para que "não atribuam a nenhum [partido] uma maioria absoluta que se torna depois num poder absoluto" nas eleições do próximo domingo.

 

"O que tivemos nos últimos 40 anos foram maiorias absolutíssimas e estabilidade política. O resultado foi bancarrota financeira, desastre económico, com o encerramento de empresas, desemprego, emigração e miséria", argumentou, criticando mais uma vez a "campanha milionária" que o PSD está a realizar.

 

Sobre o tema da iniciativa realizada hoje, José Manuel Rodrigues afirmou ser "muito importante que se possa valorizar a Zona Económica Exclusiva da Madeira (ZEEM), que é uma das maiores da Europa".

 

Segundo o candidato, esta região "tem enormes potencialidades do ponto de vista de exploração da sua ZEE", pois também tem duas grandes reservas naturais (Ilhas Desertas e Selvagens), além de reservas naturais costeiras.

 

Por isso, José Manuel Rodrigues defendeu que "no âmbito económico é possível tirar mais-valias" de atividades como a pesca tradicional, aquacultura, exploração de minérios submersos, de produtos para farmacologia para cosmética, bem como da exploração das atividades de turismo náutico (regatas, surf, mergulho) e da energia das ondas).

 

"Há aqui um manancial de recursos que podem e devem ser explorados nos mares da Madeira", sublinhou.

 

O candidato também disse que o setor da pesca na Madeira "emprega muita gente" e deve ser potenciado para tornar-se sustentável, realçando que é necessário "dignificar a profissão de pescador" na região, certificar as artes de pesca tradicional para ir buscar mais fundos comunitários.

 

A valorização do preço do pescado, a criação de um fundo de compensação salarial para os períodos em que os pescadores não podem ir para o mar, a construção de uma nova lota na Madeira, assim como a de um porto de pesca em Câmara de Lobos e melhoramentos nos existentes em Machico e Caniçal, a reconversão da frota do peixe espada-preto e a redução do preço do gasóleo foram outras medidas preconizadas pelo candidato do CDS/PP-M.

 

Às eleições legislativas antecipadas na Madeira que foram convocadas pelo Presidente da República para 29 de março e concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, JPP, BE, PND, PCTP/MRPP, PNR e MAS) e três coligações (Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e a Plataforma de Cidadãos 'Nós Conseguimos' (PPM/PDA).

 

Lusa

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