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Oito reclusos hospitalizados em Castelo Branco estão em perigo de vida

Oito reclusos do estabelecimento prisional de Castelo Branco, que foram hoje hospitalizados com sintomas de intoxicação, correm perigo de vida, informou o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS).

"O estado é grave, sendo imprevisível o seu desenvolvimento durante algumas horas. É evidente que correm perigo de vida", disse o presidente da ULS de Castelo Branco, Vieira Pires.

O médico e presidente da ULS de Castelo Branco falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa para fazer o ponto da situação dos reclusos que deram entrada com sintomas de intoxicação no serviço de urgência do Hospital Amato Lusitano (HAL).

Segundo este responsável, deram entrada no serviço de urgência do HAL oito reclusos que apresentavam sintomatologia compatível com ingestão ou inalação de "algo estranho" que, até ao momento, ainda não foi possível identificar. 

"Foi feita colheita de sangue para sabermos que tipo de substância se tratava, mas será uma substancia que, juntamente com alguns medicamentos que estariam a tomar, lhes trouxe uma série de sintomas estranhos e desagradáveis que alertou os guardas prisionais e a enfermeira, pelo que se dirigiram ao serviço de urgência", adiantou.

O diretor clínico do HAL, Rui Filipe, explicou que neste momento a equipa dos cuidados intensivos (CI) da unidade hospitalar foi reforçada.

"Todos correm perigo de vida. Dos oito [reclusos] há cinco mais instáveis, mas todos eles estão em estado crítico", disse.

Questionado sobre o tipo de substâncias que causaram esta intoxicação, o diretor clínico do HAL explicou que neste momento, "de modo sério e profissional, não se pode confirmar que foi a ketamina. Não podemos excluir que existam outras drogas associadas".

Este responsável adiantou que foram feitas análises no laboratório do HAL, cujo resultado foi "positivo para cannabis e benzodiazepinas". "O resto foi para os laboratórios competentes".

Os oito reclusos são todos do sexo masculino e têm idades entre os 24 e 53 anos e estão todos a ser acompanhados pelos cuidados intensivos.


Lusa
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