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PSD e CDS-PP reúnem órgãos nacionais na 4ª feira para aprovar proposta de coligação

Os presidentes do PSD e do CDS-PP convocaram hoje reuniões dos órgãos nacionais dos dois partidos para a próxima quarta-feira para discutirem e aprovarem a proposta de coligação para as legislativas assinada no sábado.

Na sequência da declaração conjunta de Passos Coelho e Paulo Portas, a 25 de abril, em que revelaram alguns princípios do acordo eleitoral entre PSD e CDS-PP, o PPM manifestou a sua disponibilidade para fazer parte da coligação, aguardando ainda uma resposta, segundo Paulo Estêvão.

Na sequência da declaração conjunta de Passos Coelho e Paulo Portas, a 25 de abril, em que revelaram alguns princípios do acordo eleitoral entre PSD e CDS-PP, o PPM manifestou a sua disponibilidade para fazer parte da coligação, aguardando ainda uma resposta, segundo Paulo Estêvão.

Lusa

"Informam-se os senhores jornalistas que o presidente do PSD e o presidente do CDS convocaram para quarta-feira, dia 29 de Abril, às 18:30, as respetivas Comissões Políticas Nacionais e solicitaram a convocação dos respetivos Conselhos Nacionais, para as 21:00, tendo em vista a discussão e aprovação da proposta de coligação para as próximas eleições legislativas", lê-se em notas de imprensa enviadas pelos dois partidos.

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas assinaram no sábado à noite um compromisso para uma coligação pré-eleitoral entre PSD e CDS-PP para as próximas legislativas, que se realizarão entre 14 de setembro e 14 de outubro.

O compromisso assinado no sábado prevê a elaboração de listas conjuntas com base nos resultados das últimas legislativas e que os dois partidos dialoguem para, após as legislativas, apoiarem um candidato presidencial.

"A aliança que proporemos aos nossos partidos respeitará as autonomias regionais e incluirá o necessário diálogo para que, depois das eleições legislativas, apoiemos um candidato presidencial, tendo em atenção que as eleições presidenciais implicam decisões de vontade individual que não se esgotam nem dependem unicamente da esfera partidária", refere o documento.

No documento assinado no sábado já estava previsto que a proposta de coligação teria de ser ratificada pelos órgãos nacionais de PSD e CDS-PP durante a próxima semana.

Os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, comprometeram-se ainda a fazer uma aliança para as legislativas "aberta a independentes" e uma "campanha pela positiva". 

Quanto ao programa político dessa futura coligação pré-eleitoral, propõem "eliminar, gradual mas firmemente, as medidas restritivas" e sustentam que o seu modelo económico, "se for bem gerido, faz avançar a economia, dá margem para o desagravamento fiscal e permite melhorar a qualidade do serviço e do apoio nas políticas sociais".

Sociais-democratas e centristas governam juntos há perto de quatro anos, desde 2011, quando acordaram uma coligação de Governo, na sequência das eleições legislativas de 5 de junho, que o PSD venceu sem maioria absoluta, com 38,66% dos votos, contra 28,05% do PS, e 11,71% do CDS-PP, que foi a terceira força mais votada.

A meio desta legislatura, PSD e CDS-PP concorreram juntos às eleições europeias de 25 de maio de 2014, através de uma coligação denominada Aliança Portugal, que obteve aproximadamente 28% dos votos, contra perto de 31% do PS.

Há mais de 30 anos que sociais-democratas e centristas não se apresentam juntos em legislativas, desde as eleições de 5 outubro de 1980, às quais concorreram coligados pela segunda vez, mais o PPM, na Aliança Democrática (AD) - repetindo o formato com que tinham vencido as anteriores eleições intercalares de 2 de dezembro de 1979.

Quanto ao histórico de governação conjunta, antes do atual Governo, formaram juntos cinco executivos: três nos tempos da AD, entre 1980 e 1983, e dois entre 2002 e 2005 - nenhum desses governos, contudo, completou uma legislatura em funções.

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