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Advogado refaz expedição feita há 400 anos por português no rio Amazonas

O advogado e explorador Antônio Bacelar Carrelhas está a refazer parte do trajeto que o sertanista e militar Pedro Teixeira fez há séculos e navegará, no total, mais de cinco mil quilômetros pelo rio Amazonas, norte do Brasil.

A segunda parte da expedição fluvial começou no último domingo, num navio da Marinha brasileira, e tem término previsto para o dia 4 de junho. A viagem passará por 12 cidades brasileiras no percurso e, na primeira etapa, conta com a presença do embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Ribeiro Telles, e do adido de Defesa da embaixada, coronel António Salgueiro.

A segunda parte da expedição fluvial começou no último domingo, num navio da Marinha brasileira, e tem término previsto para o dia 4 de junho. A viagem passará por 12 cidades brasileiras no percurso e, na primeira etapa, conta com a presença do embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Ribeiro Telles, e do adido de Defesa da embaixada, coronel António Salgueiro.

© Enrique Castro-Mendivil / Reuters

A segunda parte da expedição fluvial começou no último domingo, num navio da Marinha brasileira, e tem término previsto para o dia 4 de junho. A viagem passará por 12 cidades brasileiras no percurso e, na primeira etapa, conta com a presença do embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Ribeiro Telles, e do adido de Defesa da embaixada, coronel António Salgueiro.   

As paragens nas cidades incluem conferências, exposições, mostras de vídeo e distribuição de um livro infanto-juvenil sobre a vida de Pedro Teixeira (1570-1641), com o objetivo de demonstrar a importância do sertanista para a construção territorial do Brasil. 

O embaixador de Portugal afirmou que a importância da expedição está no seu "resgate histórico", por dar a conhecer a obra de Teixeira no Amazonas. 

"O Carrelhas tem dado um contributo notável para que brasileiros e portugueses reconheçam a vida dele [Teixeira] e o que fez pelo Brasil em nome de Portugal", disse. 

A primeira parte da expedição ocorreu entre 16 e 31 de agosto de 2014, e passou por 11 cidades, desde Tabatinga, no extremo oeste brasileiro e fronteira com a Colômbia, até Manaus, a capital do Estado do Amazonas. A segunda etapa continuará o caminho até a Belém, no Pará, cidade em que o rio Amazonas tem sua foz, e que teve Pedro Teixeira como um de seus fundadores.   

Bacelar Carrelhas contou à Lusa que a ideia da expedição surgiu das viagens que tem feito pelo interior do Brasil em busca das reminiscências de Portugal, especialmente de duas que realizou para a Amazônia em 2008.

 "Senti que, ainda no século 21, essas viagens são muito difíceis. Comecei a me questionar sobre a realidade de 400 anos atrás e me deparei com personagens importantes para a história, mas ainda pouco conhecidos, como o Pedro Teixeira, que, tomando posse da Amazônia, deu ao Brasil uma parte grande de seu território", disse.

Pedro Teixeira foi incumbido pela coroa portuguesa a explorar o território da região que se tornaria o norte do atual Brasil, e o fez em uma grande viagem, na qual subiu o rio Amazonas de Belém até Quito, no Equador, e depois desceu o mesmo trajeto. 

Bacelar Carrelhas afirmou que, na primeira etapa da viagem, cerca de três mil alunos de escolas públicas receberam informações sobre Teixeira. Na segunda parte da viagem, que está a ser feita a bordo de uma embarcação da Marinha, as 12 paradas serão em cidades que possuem homônimas em Portugal: Parintins, Óbidos, Oriximiná, Alenquer, Santarém, Monte Alegre, Porto de Moz, Gurupá, Almeirim, Breves, Cametá e Belém. 

Depois da expedição, Carrelhas planeja lançar um livro com o diário de bordo, uma publicação com informações históricas e desenhos e um projeto audiovisual. 
Lusa
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