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Carris pondera "passe especial" para lisboetas circularem nos elétricos turísticos

O presidente da Transportes de Lisboa, Rui Loureiro, disse esta quinta-feira que "está a ser pensada" a criação de um passe especial para que os elétricos turísticos possam ser utilizados por residentes de bairros alegadamente prejudicados por estes circuitos.

O responsável alertou que "há uma intencionalidade" de que os elétricos "passem todos" para o turismo e que abandonem o serviço público. (Arquivo)

O responsável alertou que "há uma intencionalidade" de que os elétricos "passem todos" para o turismo e que abandonem o serviço público. (Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

O responsável participou hoje na inauguração do percurso por elétrico "Chiado Tram Tour", vocacionado para turistas, que percorre um pequeno troço entre o Chiado e o Príncipe Real, que fazia parte da carreira do antigo elétrico 24, que ia do Cais do Sodré a Campolide.

A Junta de Freguesia da Misericórdia, em Lisboa, manifestou na quarta-feira desagrado em relação ao novo circuito turístico em elétrico da Carristur, alegando que este prejudica os residentes daquela freguesia.

De acordo com a junta, "a instalação deste serviço, que em nada beneficia os residentes, contrariamente ao que aconteceria se fosse reativado nesta linha o elétrico 24, significou a eliminação de inúmeros lugares de estacionamento na Rua da Misericórdia".

Uma plataforma que agrega várias associações de Lisboa tem também uma petição 'online' pela reativação do 24, que hoje até às 16:30 já tinha mais de 1.800 assinaturas.

"Não sabemos se o 24 vai voltar ou não. Caso haja uma procura que justifique, o 24 ou outra linha existirá também", disse, à margem da inauguração, Rui Loureiro.

O responsável alertou que "há uma intencionalidade" de que os elétricos "passem todos" para o turismo e que abandonem o serviço público.

Lembrando que "a Carristur é uma empresa de turismo e não faz serviço público", Rui Loureiro destacou que o elétrico 24, na perspetiva da Carristur, é só para turismo.

No entanto, destacou que está a ser estudado "algo harmonioso" para não prejudicar os residentes devido ao turismo.

"Por exemplo, com o dinheiro que se consegue retirar de um serviço turístico dos elétricos, por que não criar passes para os habitantes locais, para que possam servir-se desses percursos em termos de serviço público ou semelhante ao serviço público?", avançou, adiantando que esta hipótese "está a ser pensada".

O percurso do "Chiado Tram Tour" deverá ser, em breve, alargado até ao Carmo, mas o administrador da Carristur, António Proença, mostrou interesse em levar esta carreira turística até às Amoreiras e a Campolide.

Os bilhetes para este percurso custam seis euros por adulto e três por criança dos quatro aos 10 anos e têm a duração de 24 horas.
Lusa
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