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Oficiais das Forças Armadas em protesto impedidos de se aproximar do Palácio de Belém

Representantes da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) foram hoje impedidos de devolver condecorações à Presidência da República em protesto contra a aprovação do novo Estatuto dos militares das Forças Armadas (EMFA), no Palácio de Belém, Lisboa.

Representantes da Associação de Oficiais das Forças Armadas

Representantes da Associação de Oficiais das Forças Armadas

JO\303\203O RELVAS

"As forças policiais tinham instruções para nos recusar a entrada. Para nós, isto é grave. O que vínhamos fazer aqui é um ato cheio de significado, digno, que representa o sentimento mais nobre de quem é militar", insurgiu-se o presidente da AOFA, coronel Pereira Cracel.

A PSP formou um perímetro de segurança em frente ao jardim Afonso de Albuquerque e ninguém pôde circular em todo o passeio junto ao muro do Palácio de Belém, entre o antigo Museu dos Coches e a estação de correios, junto ao Museu da Presidência da República.

"Quando se vem aqui entregar uma medalha, percebe-se que é um pouco da sua alma que a larga... depois disto, saber que o Presidente de todos os portugueses, também supremo comandante de todas as Forças Armadas, recusa aos militares, independentemente de concordar ou discordar do gesto, mas o gesto é nosso, não é dele?", continuou o dirigente da AOFA.

Os militares, dos três ramos das Forças Armadas, pretendiam devolver as condecorações recebidas por serviços prestados em combate para contestar as novas normas como, por exemplo, o aumento da idade de reforma de 65 para 66 anos, a partir de 2016, e um novo modelo de convocação de militares na reserva para o desempenho de funções, entre outras coisas.

"Repudiamos veementemente este ato do Presidente, que nos faz crer que - se não for, parece - é colaborador, colaborante, da tutela em tudo aquilo que vai acontecendo aos militares e às Forças Armadas", afirmou.

Para passar à reserva, os militares terão agora de cumprir 40 anos de serviço ou completar 55 anos de idade, segundo o documento aprovado em 02 de abril pelo Conselho de Ministros. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, foi um dos alvos mais criticado pelos militares presentes em Belém.

"As medalhas vão ser enviadas à Presidência da República por carta registada e com aviso de receção. O Presidente vai recebê-las e está obrigado a cumprir aquilo que os cidadãos, em geral, cumprem. Há de recebê-la e assiná-la ou alguém por ele", prometeu o presidente da AOFA.

Lusa
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