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Base das Lajes pode vir a acolher centro de informações dos EUA

A Câmara dos Representantes norte-americana vota hoje o orçamento do seus serviços de informação, que suspende a construção de um complexo no Reino Unido até ser provado que a Base das Lajes não pode cumprir essa função.

(AP/ Arquivo)

(AP/ Arquivo)

LIONEL CIRONNEAU / AP

O novo complexo está planeado para a base de Croughton, em Inglaterra, e, ao reunir varias agências e organismos dos serviços de informação, será o maior deste género fora do território norte-americano.

A sua construção está orçamentada em 317 milhões de dólares, cerca de 281 milhões de euros.

O projeto poderá, no entanto, sofrer um entrave devido a uma alínea no orçamento dos serviços de informação, apresentado pelo congressista luso-descendente Devin Nunes, que proíbe a sua construção até ficar provado que a Base das Lajes não o pode acolher. 

O orçamento suspende ainda qualquer retirada norte-americana da base açoriana até existir essa certificação.  

"A Câmara dos Representantes já disse de forma clara que a base das Lajes deve ser reaproveitada. É alarmante que o Departamento de Defesa queira levar os contribuintes numa viagem louca, gastando centenas de milhões de dólares a construir em outros locais infra-estruturas que já existem nas Lajes", disse à agência Lusa Devin Nunes, que preside ao comitê dos serviços de informação da Câmara dos Representantes.

Caso o orçamento seja aprovado hoje, é necessário ainda passar pelo Senado e ser ratificado pelo Presidente dos EUA, Barack Obama, para se tornar lei.

A linguagem relativa às Lajes foi ainda incluída na lei orçamental da Defesa, Militar e da Construção Militar.

Hoje também se reúne, extraordinariamente, a Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e EUA.

O encontro serve para debater a questão das Lajes e ficou decidido durante o último encontro desta comissão, que aconteceu a 11 de fevereiro passado, em Lisboa.  

Portugal estará representando pelo diretor-geral de Política Externa, Francisco Duarte Lopes, e pelo presidente do governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro. 

A 08 de janeiro deste ano, o então secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, anunciou a redução de 500 efetivos da base aérea portuguesa nas Lajes.

No mesmo dia, o embaixador norte-americano em Lisboa explicou que o objetivo é reduzir gradualmente os trabalhadores portugueses de 900 para 400 pessoas ao longo deste ano e os civis e militares norte-americanos passarão de 650 para 165.



   Lusa

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