sicnot

Perfil

País

Ministério da Saúde diz que números da greve dos enfermeiros estão errados

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, considerou hoje que os números que estão a ser avançados sobre a greve dos enfermeiros estão errados e que o cálculo da adesão só poderá ser feito depois do processamento de salários.

"Nestes números que estão a ser adiantados, a única certeza que temos é que estão errados. Cada vez que são apresentados dados reais, se os compararmos com os que foram avançados, são sempre empolados: é o que a evidência demonstra", alegou.

No final da inauguração da Unidade de Cuidados Continuados da Associação de Solidariedade Social do Alto Paiva, Paulo Macedo sublinhou que o Governo deixou de dar números sobre greves.

O Governo "não faz guerras de números, porque a única forma de calcular se as pessoas fizeram ou não greve é depois de processar salários", acrescentou.

Paulo Macedo aproveitou ainda para frisar que "não há uma greve dos enfermeiros, mas uma greve dos enfermeiros da função pública".

"Um terceiro comentário que faço diz respeito à declaração de greve no Algarve, numa altura em que as pessoas mais precisam de cuidados. Por um lado é muito estranho, mas, por outro, já não é assim tão estranho se tivermos em conta que, no ano passado, este mesmo sindicato marcou uma greve quando foi a crise da 'legionella'", referiu.

No seu entender, "o direito à greve é inalienável", no entanto, "é preciso ter em conta os interesses dos doentes, que não são iguais a quaisquer outros".

O ministro da Saúde disse ainda estranhar a greve, quando "estava marcada uma reunião para 27 de agosto, com uma proposta que foi entregue para melhorias de condições de milhares de enfermeiros, quer em termos de uniformização de condições, no sentido da sua subida, quer em termos de progressão e do próprio acordo coletivo de trabalho".

Aos jornalistas esclareceu que "não estava, nem estará" em discussão "qualquer proposta de passagem de 40 para 35 horas semanais, porque isso é uma lei da Assembleia da República".

"Não acontecerá nesta legislatura e espero que nem no futuro, porque, no privado e setor social, são 40 horas. Não se percebe como o sindicato defende algo para o setor público e acertou diferente para o setor privado", sustentou.

Paulo Macedo assegurou também que não estará em cima da mesa qualquer proposta de revisão de suplementos.

"O Governo já disse que isso ficaria para a próxima legislatura. Também não está em cima da mesa a revisão da grelha salarial e muito menos em setembro, daí acharmos que certas afirmações têm um intuito meramente político, face a aproximação das eleições e não um intuito sindical", concluído.

Lusa

  • Greve dos enfermeiros com adesão perto dos 80%, segundo os sindicatos
    2:03

    País

    Segundo os dados do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a greve na Região de Lisboa e Vale do Tejo teve uma adesão de 77,3%.Os profissionais, que exigem uma revisão salarial, estenderam a paralisação para dia 12 no Alentejo e dia 13 no Algarve. Entretanto, o Ministério da Saúde esclareceu em comunicado que, devido às greves, as negociações com os sindicatos ficam suspensas.

  • Primo de Sócrates já foi notificado
    1:48
  • Santana Lopes espera mais diálogo com António Costa
    0:40

    País

    Pedro Santana Lopes espera que o primeiro-ministro dialogue mais com o novo líder do PSD do que o que tem dialogado com Passos Coelho. O candidato à liderança dos social-democratas criticou ainda Rui Rio por ainda não se ter mostrado disponível para um debate.

  • Rui Rio defende o diálogo com todos os partidos
    0:37

    País

    Rui Rio defende o diálogo com todos os partidos com assento parlamentar e não apenas com o Governo. As declarações do candidato à liderança do PSD surgiram em resposta a António Costa que, em entrevista, disse que acredita que a relação com os social-democratas vai melhorar com a nova liderança.

  • Morreu o jornalista Pedro Rolo Duarte

    País

    Morreu Pedro Rolo Duarte. O jornalista tinha 53 anos e não resistiu a um cancro. Pedro Rolo Duarte estava internado nos cuidados paliativos do Hospital da Luz, em Lisboa. Trabalhou em imprensa, na rádio e na televisão.