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Governo português "condena veementemente" sucessivos atentados terroristas na Turquia

O Governo português condenou hoje veementemente a sucessão de atentados terroristas ocorridos na Turquia, que já fizeram mais de 100 mortos, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado enviado à Lusa.

© Rafael Marchante / Reuters

"O Governo português manifesta a sua solidariedade para com a Turquia, e em especial para com os familiares das vítimas, e reitera a sua firme condenação do terrorismo sob todas as formas", lê-se ainda no documento.

Um atentado ocorrido a 20 de julho em Suruç, no sul do país, e atribuído ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), matou 34 jovens apoiantes da causa curda.

Em consequência disso, os combatentes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerados pelo Governo turco uma organização terrorista, romperam o cessar-fogo em vigor desde 2013 e regressaram às armas, depois de acusarem o Governo de Ancara de "inação em relação às atividades do EI" e de ineficaz proteção ao povo curdo.

A Turquia respondeu a 24 de julho, desencadeando uma "guerra contra o terrorismo" dirigida em simultâneo contra o PKK e os combatentes do EI ao longo da fronteira com o Iraque e a Síria, mas sobretudo concentrada na repressão aos ativistas curdos, com centenas de detenções registadas desde então.

A 10 de agosto, uma vaga de ataques matou seis elementos das forças de segurança turcas e atingiu, entre outros alvos, o consulado dos Estados Unidos em Istambul.

Um grupo de extrema-esquerda reivindicou pouco depois o atentado contra o consulado norte-americano em Istambul, enquanto os separatistas curdos turcos foram apontados como responsáveis por outros dois ataques na capital económica da Turquia -- um deles contra uma esquadra da polícia -, e incidentes na região sul do país.

A 19 de agosto, oito soldados turcos morreram num ataque bombista atribuído aos militantes do PKK na província de Siir, no sudeste do país, no ataque mais mortífero a atingir as forças turcas desde o início da ofensiva contra a guerrilha curda no país, que também incluiu ataques aéreos contra as bases do PKK no norte do Iraque.

Lusa

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