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2015 foi um ano "bem conseguido" no combate a incêndios

O comandante operacional nacional da Proteção Civil, José Manuel Moura, considerou hoje que 2015 foi um ano "bem conseguido" no combate a incêndios, apesar de a área ardida desde 01 de janeiro quase ter triplicado em relação a 2014.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Rafael Marchante / Reuters

Num balanço sobre os incêndios florestais, José Manuel Moura disse terem-se registado, desde 01 de janeiro até 30 de setembro, 15.505 ignições, tendo a área ardida atingido 60.916 hectares.

Quanto a ignições, o total verificado cifrou-se 16 por cento abaixo da média do decénio e no que respeita à área ardida situou-se 37 por cento abaixo da média da década.

"2014 foi o melhor ano de sempre desde que há registo de incêndios e 2015 foi um ano particularmente severo em matéria de condições meteorológicas", disse, sublinhando que no final de Agosto 74 por cento do território português estava em situação de seca severa.

De 01 de janeiro a 30 de setembro de 2014 arderam 19.521 hectares, dos quais 8.655 hectares de povoamento e 10.866 hectares de mato.

Do total de ignições desde o início do ano (15.505), 79% resultaram em menos de um hectare de área ardida e 56% verificaram-se durante a fase "Charlie" (01 de julho a 30 de setembro). Dos 56% verificados nessa fase, 23% das ignições ocorreram no mês de agosto, acrescentou.

José Manuel Moura atribuiu os resultados deste ano às alterações introduzidas no dispositivo de combate a incêndios, entre as quais a "grande musculação na primeira intervenção" e na utilização de meios aéreos no combate inicial a incêndios.

No que respeita aos 60.916 hectares de área ardida desde o início deste ano, o comandante operacional nacional referiu que 69% ocorreu na fase "Charlie", 46% dos quais no mês de agosto.

Sublinhou, contudo, que 62% da área ardida este ano foi de mato (32.826 hectares), enquanto a área ardida de povoamento foi de 22.926 hectares.

José Manuel Moura considerou incorreto comparar os dados dos incêndios deste ano com os registados em 2014, por este ter sido o melhor ano da década.

Incorreto é também compará-los com os do ano de 2005, o "pior" da década", referiu, acrescentando por isso que o mais correto é fazer a média da última década.

Relativamente ao total de ignições por fase de combate a incêndios, o comandante disse que na fase Alfa (01 de janeiro a 14 de maio) se registaram 4.324 ignições, na fase Bravo (15 de maio a 30 de junho) se verificaram 3.023 e na fase Charlie ocorreram 8.923.

No que respeita às médias, as fases Alfa, Bravo e Charlie registaram valores de, respetivamente, 6% acima da média do decénio, de 11% acima da média e de 28% abaixo da média da década.

No que respeita às medidas da área ardida, segundo o comandante, na fase Alfa houve um aumento de 48% (mais 3.975 hectares) acima da média de 10 anos, na fase Bravo verificou-se um aumento de 66% acima da média ( mais 2.720 hectares) e na fase Charlie (menos 42.452 hectares) foi de 50% abaixo da média do decénio.

Relativamente aos cinco grandes incêndios ocorridos este ano, o comandante operacional nacional disse tratarem-se dos verificados em Terras de Bouro (07 de agosto), Vila Nova de Cerveira e Monção (ambos a 08 de agosto), Gouveia (10 de agosto) e Sabugal (22 de agosto).

Relativamente às ignições por distrito, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Setúbal registaram valores "ligeiramente" acima da média do decénio, enquanto no que respeita a área ardida, os distritos de Beja, Guarda e Viana do Castelo apresentaram valores acima da média do decénio, indicou.

Quanto aos 10 concelhos com maior número de ocorrências, seis integram o distrito do Porto (Penafiel, Paredes, Gondomar, Amarante, Felgueiras e Vila Nova de Gaia). Os restantes são Montalegre (Vila Real), Cinfães (Viseu), Arcos de Valdevez (Viana do Castelo) e Guimarães (Braga).

Sabugal (Guarda), Vila Nova de Cerveira (Viana do Castelo), Gouveia (Guarda), Mangualde (Viseu), Monção (Viana do Castelo), Sever do Vouga (Aveiro), Montalegre (Vila Real), Ponte de Lima (Viana Castelo), Tomar (Santarém), e Terras do Bouro (Braga) são os 109 concelhos com mais área ardida, observou.

Lusa

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