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Instituições que apoiam sem-abrigo em Lisboa disponíveis para ajudar refugiados

As instituições que apoiam pessoas sem-abrigo, em Lisboa, estão disponíveis para ajudar no acolhimento de refugiados, assegurando que esta ação não colocará em causa o trabalho que têm vindo a fazer.

No passado mês de setembro, o Ministério da Administração Interna revelou que o país deverá acolher cerca de 4.500 refugiados, no âmbito do mecanismo de recolocação de pessoas pelo espaço comunitário.

No passado mês de setembro, o Ministério da Administração Interna revelou que o país deverá acolher cerca de 4.500 refugiados, no âmbito do mecanismo de recolocação de pessoas pelo espaço comunitário.

© Dimitris Michalakis / Reuters

Responsáveis da Comunidade Vida e Paz (CVP) e do Centro de Apoio ao Sem-Abrigo (CASA) disseram à Lusa que pretendem conciliar o trabalho que prestam junto das pessoas sem-abrigo, nas ruas da capital portuguesa, com o apoio à vinda de refugiados para Portugal.

Segundo o presidente da Comunidade Vida e Paz (CVP), Henrique Joaquim, a instituição disponibilizou-se, "desde a primeira hora", para ajudar no acolhimento, participando na iniciativa da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), que reúne várias organizações da sociedade civil.

"O facto de não conseguirmos resolver os problemas todos cá dentro, não nos pode impedir de, com o pouco que temos, atenuar o problema de outras pessoas que estão à procura de ajuda", afirmou o responsável da CVP, referindo-se à atuação junto dos sem-abrigo e o apoio aos refugiados.

Henrique Joaquim explicou que a instituição vai ajudar com os recursos que tem, adiantando que poderá "acolher um número reduzido de pessoas", apenas do sexo masculino, nas infraestruturas de que dispõe, não havendo possibilidade de acolher famílias.

"Não vamos deixar de fazer nada daquilo que fazemos, aquilo que queremos é superar-nos", frisou o presidente da CVP, explicando que "é uma falsa questão" dizer-se que o acolhimento de refugiados terá implicações no apoio prestado aos sem-abrigo.

De acordo com Henrique Joaquim, os sem-abrigo e os refugiados "são situações muito diferentes", referindo que a maioria das pessoas refugiadas "são autónomas, muitas delas com formação" e as pessoas em situação de sem-abrigo podem estar associadas a problemas crónicos, nomeadamente do foro da saúde mental e das dependências, pelo que "carecem de uma outra complexidade de resposta".

Para o presidente do Centro de Apoio ao Sem-Abrigo (CASA), Nuno Jardim, "não faz sequer sentido a questão de primeiro cá, depois os outros", frisando que os refugiados "são seres humanos, que precisam de ajuda".

"No que nós pudermos ajudar, dentro das nossas possibilidades, estamos disponíveis para tal", afirmou à agência Lusa o responsável do CASA, considerando ser "possível ajudar todos", tanto pessoas sem-abrigo como refugiados.

Segundo Nuno Jardim, não é relevante se vêm da Síria ou do Iraque, o importante é que "são pessoas que têm necessidades".

Para o responsável da CASA, não se devem comparar apoios entre duas realidades diferentes, explicando que a situação de sem-abrigo "é um problema muito complexo", pelo que "não chega de todo dar-lhes uma casa".

A acompanhar pessoas sem-abrigo de Lisboa, a Associação Conversa Amiga (ACA) não vai estar diretamente ligada ao acolhimento de refugiados, esclareceu à Lusa o presidente Duarte Paiva, explicando que, através dos projetos que tem na rua, já têm contacto há "alguns anos com situações de pessoas que vêm de outros países, muito ligadas à questão da pobreza".

"O importante é que estas pessoas que estejam a vir, enquanto refugiados, possam vir numa condição, esperemos nós, de nunca as encontrarmos na rua", alertou Duarte Paiva, acrescentando que tem de ser disponibilizado todo o apoio para que "nunca venham a tornar-se pessoas em situação de sem-abrigo em Portugal".

O responsável da ACA defendeu que os apoios aos sem-abrigo e aos refugiados "não são incompatíveis", considerando que "não ajudar estas pessoas é inconcebível e quase impossível".

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