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Ministério Público pede prisão efetiva para homicida confesso em hospedaria do Porto

O Ministério Público (MP) pediu esta segunda-feira prisão "necessariamente" efetiva para um homem que em tribunal confessou ter matado outro com uma faca, a 1 de janeiro de 2015, numa hospedaria do Porto.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Durante as alegações finais, no Tribunal São João Novo, no Porto, a procuradora do MP frisou que o arguido, que confessou o crime no início do julgamento, a 05 de outubro, agiu com "frieza de ânimo" e "dolo intenso", mostrando "desprezo" pela vida humana.

A 1 de janeiro de 2015, o homicida confesso, com problemas de alcoolismo e toxicodependência, matou o marido da responsável da hospedaria onde estava alojado desde novembro de 2014 com uma faca, tendo, posteriormente, fugido, entregando-se à PSP horas depois.

O arguido tentou ainda matar a responsável pela hospedaria, mulher da vítima mortal, atingindo-a na zona do abdómen, obrigando-a a receber tratamento hospitalar.

Os dois homens ter-se-ão desentendido por causa de uma televisão, que o homicida confesso queria levar da hospedaria.

O MP considerou que o arguido só não matou a mulher porque esta conseguiu "escapulir-se", caracterizando o crime como de "ilicitude muito elevada".

O facto de o homem ter confessado o crime não é para o MP "relevante".

A advogada de defesa realçou que o arguido tem "consciência da gravidade dos factos", mas pediu que o coletivo de juízes tivesse em conta que não tem antecedentes criminais, confessou o crime, mostrou arrependimento e chamou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para socorrer as vítimas.

Em prisão preventiva, o homicida repetiu hoje estar arrependido porque "ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém", frisando não ter feito "boa ação".

A leitura do acórdão está agendada para dia 26, às 14:00.

Lusa

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