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Trabalhadores da Unicer marcam greve de uma hora por turno

Os trabalhadores da Unicer que participaram nos vários plenários realizados esta semana decidiram fazer uma hora de greve por turno em todos os setores da empresa entre os dias 16 e 20 deste mês, disse à Lusa fonte sindical.

(Arquivo)

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Fernando Rodrigues, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), disse à Lusa que, depois de uma ronda de plenários que começou em Leça do Balio, passou por Santarém e foi concluída hoje em Oeiras e Loures, os trabalhadores decidiram avançar para a greve, tendo o pré-aviso sido remetido para o Ministério da Economia.

A greve é a primeira ação de um protesto que poderá passar por outras formas de luta, caso não seja suficiente para levar a administração da Unicer a voltar atrás na decisão de encerrar a fábrica de refrigerantes que possui em Santarém, onde trabalham 70 pessoas, e ainda na reestruturação que levará ao despedimento de outras 70.

O sindicalista referiu que a greve poderá "parar a produção duas ou três horas seguidas", tendo em conta as diferenças dos turnos dos vários setores da empresa.

Fernando Rodrigues afirmou que, desde que foi apresentada a primeira moção aprovada pelos trabalhadores, alguns dias depois do anúncio feito pela Unicer a 08 de outubro, a administração apenas recebeu a Comissão de Trabalhadores à qual comunicou que a decisão "é irreversível", podendo, contudo, o número de trabalhadores a ser dispensados ser menor.

Na moção aprovada na ronda de plenários realizada esta semana, os trabalhadores mandataram os sindicatos para o agendamento de outras formas de luta "que mostrem à administração da Unicer o reforço do repúdio pelas decisões anunciadas a 08 de outubro e pelo modo como a sua execução tem vindo a ser posta em prática".

Esses protestos poderão passar pelo pedido de audiências na embaixada da Dinamarca em Lisboa e com o Ministério da Economia, acompanhadas por manifestações dos trabalhadores.

A Unicer tem reafirmado estar disponível para manter o diálogo com os trabalhadores e as organizações que os representam, bem como o seu empenho em "minimizar o impacto das medidas anunciadas" junto dos 140 trabalhadores afetados no processo (70 em Santarém e 70 da estrutura central e de apoio ao negócio).

A empresa reafirma a necessidade de reajuste da sua estrutura pela retração dos mercados, nomeadamente o angolano, e para garantir a sua sustentabilidade.

Os sindicatos questionam o que leva uma empresa que teve lucros de 30 milhões de euros em 2014 a encerrar a unidade e a despedir trabalhadores, entregando parte da produção a uma concorrente (onde admite colocar 25 dos 70 funcionários de Santarém).

Lusa

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