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Votos de pesar motivam acesa troca de palavras entre Ferro Rodrigues e Paula Teixeira da Cruz

A aprovação ou não esta tarde no parlamento de dois votos de pesar motivou uma acesa troca de palavras entre o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e a deputada do PSD Paula Teixeira da Cruz.

(Arquivo/Lusa)

(Arquivo/Lusa)

MIGUEL A. LOPES

Os votos em causa - pelas mortes do antigo chanceler alemão Helmut Schmidt e do vereador da Cultura da Câmara do Porto Paulo Cunha e Silva - não foram votados no plenário desta tarde e Paula Teixeira da Cruz foi vigorosa nas interpelações à mesa sobre o acesso a documentações para votação.

"Concordo com a ideia de que deve ser dado algum tempo para os votos de pesar para os grupos parlamentares analisarem porque muitas vezes nos votos de pesar há considerações políticas e ideológicas que na febre das votações não são apreciadas", começou por dizer Ferro Rodrigues.

"Não considero lícito o direito à informação atempada dos senhores deputados. Requeiro que toda a ordem dos trabalhos seja atempadamente distribuída e não apenas colocada nos nossos computadores", declarou posteriormente Paula Teixeira da Cruz na sua segunda interpelação à mesa.

Posteriormente, Ferro Rodrigues declarou que a ordem de trabalhos de hoje havia sido definida na terça-feira, com a parlamentar do PSD a dizer que "a democracia não se compadece com a existência ou não de interpelações".

"Onde estão os documentos, senhor Presidente, a serem distribuídos por todas estas bancadas?", questionou, com Ferro Rodrigues a sublinhar que tal questão se poderia dirigir também à liderança das bancadas parlamentares.

"Os votos de pesar normalmente podem ser entregues até ao começo das sessões plenárias", vincou Ferro, embora tenha reconhecido, pela sua experiência na bancada do PS, que era "muito estranho" por não haver tempo de distribuir os textos aos deputados e apreciá-los em reuniões do grupo parlamentar.

Nova interpelação de Paula Teixeira da Cruz - e também outras dos deputados Hugo Soares (PSD), João Oliveira (PCP) e Ascenso Simões (PS) - motivou então do Presidente da Assembleia da República o apelo a que se findasse o "ping pong" e disse não dar mais a palavra à deputada.

"Democracia. Democracia", disse posteriormente Paula Teixeira da Cruz, com Ferro a responder: "A democracia também é o respeito pelas maiorias".

A frase final do Presidente da Assembleia da República motivou uma reação enérgica das bancadas de PSD e CDS-PP, numa discussão que acontece um dia depois da aprovação da moção de rejeição do PS - com o apoio da restante esquerda parlamentar - ao programa do Governo PSD/CDS-PP.

O debate em plenário seguiu-se à conferência de líderes parlamentares, que decidiu, entre outras matérias, a atribuição da presidência de cinco comissões parlamentares ao PS, cinco ao PSD, uma ao CDS-PP e uma ao Bloco de Esquerda.

Lusa

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