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Passos Coelho diz que novo Governo deve mostrar "aquilo que vale"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse esta sexta-feira, na Guarda, que, é preciso que o novo Governo liderado por António Costa "mostre aquilo que vale", mas alerta que o seu partido estará pronto "para qualquer eventualidade".

O líder nacional do PSD e ex-primeiro-ministro falava na Guarda, onde presidiu às cerimónias oficiais dos 35 anos da morte do antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro.

O líder nacional do PSD e ex-primeiro-ministro falava na Guarda, onde presidiu às cerimónias oficiais dos 35 anos da morte do antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro.

MIGUEL PEREIRA DA SILVA / Lusa

"Agora, é preciso que o novo Governo governe e mostre aquilo que vale e beneficie de condições de estabilidade. Que não haja nenhuma desculpa", afirmou Passos Coelho.

O líder nacional do PSD e ex-primeiro-ministro falava na Guarda, onde presidiu às cerimónias oficiais dos 35 anos da morte do antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, num acidente de avião, e de abertura da Academia do Poder Local, organizada pelo PSD e pelos Autarcas Social-Democratas.

O ex-governante reafirmou que as "reivindicações por eleições [legislativas] terminaram no dia em que o Partido Socialista (PS) se recusou a devolver a palavra ao povo e em respeitar a decisão e a escolha que o povo teve nas eleições".

"Agora, que está no Governo, que governe. É isso que eu espero e nós faremos aquilo que nos compete: preparar um futuro Governo para quando o país precisar dele", acrescentou.

Passos Coelho desejou ainda que o país "precise o mais tarde possível" de novas eleições legislativas.

"Porquê? Porque isso significaria que o país não andaria muito para trás e que o Governo que agora começa a governar não estragará muito aquilo que foi o caminho de recuperação que nós deixámos para a nossa economia, para o emprego, para a sociedade", justificou.

O presidente do PSD deixou ainda claro que o seu partido estará pronto para "qualquer eventualidade" que possa surgir.

"Se o país precisar de nós, nós estaremos cá sempre que for preciso", garantiu.

Na mesma sessão, o presidente dos Autarcas Social-Democratas (ASD) e da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, disse que, se o fundador do PSD Francisco Sá Carneiro fosse vivo, diria que o legado político "está a ser bem seguido", mas "não compreenderia" o novo Governo liderado por António Costa.

"Como nós não compreendemos. Como a grande parte dos portugueses não compreende", acrescentou.

Álvaro Amaro observou que o Governo "é constitucional", foi "aprovado na Assembleia [da República]" e tem "plenos poderes", mas, em sua opinião, "não tem a legitimidade política".

"Tem a legitimidade formal, mas não tem a legitimidade política", vincou.

A Academia do Poder Local, organizada pelo PSD e pelos ASD, decorre até domingo na cidade da Guarda, com 71 participantes de todo o país, com idades entre os 24 e os 65 anos.

Segundo a organização, os participantes "são autarcas, na sua maioria, mas também não autarcas que querem saber mais sobre o poder local".

Lusa

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